Em Uberaba, sindicalistas se reúnem hoje para definir atividades a serem realizadas em apoio ao governo
Enquanto no Congresso Nacional a oposição aprovou chapa contrária à presidente Dilma Rousseff (PT) para compor a comissão especial que analisará o pedido de impeachment, movimentos sociais e segmentos ligados ao governo começam a organizar atos em defesa da petista. Em Uberaba, sindicalistas se reúnem hoje para definir atividades a serem realizadas em apoio ao governo.
À frente do Fórum dos Trabalhadores de Uberaba, o sindicalista Marcos Mariano argumenta que o impeachment está sendo conduzido de forma golpista e desrespeitando os princípios da democracia. “A mobilização é para preparar a resistência. Nosso principal item na pauta são os perigos do impeachment para a classe trabalhadora. Vamos dar um sonoro ‘Fora Cunha’ e dizer não ao golpe que está sendo tramado no país”, afirma.
O líder sindical ressalta que vem acompanhando o desenrolar do processo do impeachment em Brasília e a postura dos parlamentares traz preocupação. Segundo ele, Dilma foi eleita pela maioria dos votos e o resultado das urnas precisa ser acatado. “O que estamos pedindo é defesa ao voto dos brasileiros e brasileiras. A presidente teve ampla vantagem que está sendo desrespeitada em função de desejos e interesses oportunistas da classe que sempre usurpou nosso país e não admitiu ver os pobres tendo algum avanço”, declara.
Em 2014, a petista venceu com 51,64% dos votos válidos. Já o rival Aécio Neves obteve 48,36%. A diferença de votos foi de 3,4 milhões. Essa foi a menor diferença de votos em um segundo turno desde a redemocratização no país.
Mariano afirma que todos os sindicatos e movimentos sociais de Uberaba e região foram convocados para participar da mobilização pró-Dilma. A data e os detalhes do manifesto serão definidos na reunião de hoje. Em âmbito nacional, atos de apoio à presidente já vêm sendo divulgados para o dia 16 de dezembro.
Em paralelo, os trâmites para a votação em plenário do processo de impeachment continuam na Câmara Federal. Depois de muita confusão, quebra de urnas e embate físico entre os deputados, foi aprovada chapa majoritariamente contra a presidente para compor a comissão que irá analisar o pedido de afastamento de Dilma.
Mais tarde, já no fim da noite de ontem, o ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu suspender a formação e a instalação da comissão especial que irá analisar o processo de impeachment na Câmara dos Deputados. Fachin determinou que os trabalhos sejam interrompidos até que o plenário do Supremo analise o caso, votação que está marcada para a próxima quarta (16).