POLÍTICA

MP tem dois dias para manifestar sobre a compra de votos

Nesta segunda-feira (3), advogados de Antônio Lerin e Paulo Piau apresentaram no cartório da zona 276ª as alegações finais

Publicado em 04/12/2012 às 00:22Atualizado em 17/12/2022 às 09:11
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Nesta segunda-feira (3), advogados de Antônio Lerin (PSB) e Paulo Piau (PMDB) apresentaram no cartório da zona 276ª as alegações finais das duas partes a respeito da Ação Judicial Eleitoral que apura abuso de poder econômico e compra de votos na eleição 2012. O processo segue hoje para o promotor Emmanuel Carapunarla para que, em dois dias, o Ministério Público se manifeste a respeito do caso. Depois, a ação vai para que o juiz eleitoral Fabiano Rubinger de Queiroz dê a sentença.

Os advogados Flávio Roberto Silva e Rodrigo Ribeiro Pereira detiveram-se em destacar os depoimentos das testemunhas que relataram em audiência que, no 2º turno, receberam R$ 50, “não trabalharam como fiscais, não tinham qualquer preparo para esta função e que algumas delas (que receberam expresso pedido de votos) ainda foram orientadas a pedir voto para os candidatos nas imediações dos locais de votação”, alegam. Eles expõem ainda que a coligação de Piau teria efetivado o pagamento de 828 fiscais, quando “através da remuneração dos cheques juntados nos autos no dia do 2º turno, foram emitidos, pelos investigados, 2.214  cheques”. Sendo que “os pagamentos eram feitos para os ‘fiscais’ dentro da própria escola, em uma sala cedida pela diretora da escola”, completam.

Ainda segundo os advogados de acusação, o esquema só teria sido descoberto com a prisão, em flagrante, de Wellington Cardoso Tavares e pelo fato de que centenas de cheques teriam sido descontados, “o que possibilitou que os investigadores tivessem acesso às cópias”. A acusação menciona ainda ter requisitado à Prefeitura Municipal documentos, como prescrição médica datada do dia 28/10/2012, relatório de enfermagem e controle de internação, que comprovariam que uma das pessoas apresentadas pela defesa de Piau, como fiscal e que teria trabalhado no 2º turno, teria sido internada na UPA, de onde só teve alta no dia 29/10/2012.

A acusação destaca ainda que a coligação de Paulo Piau confessou que tinha 290 fiscais colaboradores à sua disposição, além dos devidamente informados à Justiça Eleitoral.

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