O primeiro efeito da decisão da Mesa Diretora da Câmara que encerrou a plenária desta quinta-feira por falta de quórum foi a retomada
O primeiro efeito da decisão da Mesa Diretora da Câmara que encerrou a plenária desta quinta-feira por falta de quórum foi a retomada da discussão em torno da mudança no horário das sessões, atualmente realizadas das 14h às 18h. Ainda ontem o vereador Samuel Pereira (PR), em coautoria com o colega Samir Cecílio (SD), protocolou junto ao Departamento Legislativo da Casa solicitação para elaboração de um projeto com objetivo de transferir as plenárias para o período matutino. A tramitação da proposta, contudo, esbarra no Projeto de Resolução 027/14, de autoria dos vereadores Elmar Goulart (SD), presidente da Câmara, e Afrânio Lara (Pros), propondo a transferência das sessões para a noite, das 19h às 23h. O texto chegou a ser incluído em pauta, mas encontrou resistência de alguns colegas, sendo que posteriormente Afrânio sugeriu seu arquivamento, o que ainda não ocorreu. Até lá a proposta de Samuel e Samir não tem como caminhar ou então pode ser transformada em emenda modificativa ao projeto de Elmar e Afrânio, visando à mudança das reuniões para o período da manhã – o horário ainda não foi discutido. “Sempre fui um legislador que cumpre horário”, diz Samuel, para quem o presidente da Câmara “poderia ter tido mais paciência” antes de cancelar a sessão, muito embora tenha dito que este é um direito de quem administra. O vereador João Gilberto Ripposati (PSDB) entende que qualquer discussão nessa linha não pode ter como fim “retaliar” Elmar Goulart, que tem compromisso pela manhã em seu estabelecimento comercial. Para o tucano, é preciso aproveitar esse momento para discutir outras questões pertinentes às sessões, especialmente em relação à dinâmica nos dias de requerimentos. Geralmente as reuniões esvaziam-se à medida que os vereadores leem os requerimentos e, nesse sentido, Ripposati sugere mesclar com a votação de projetos. A proposta tem o respaldo da segunda-secretária da Mesa Diretora, Denise da Supra (PR). Samir Cecílio diz que os atrasos para o início das sessões não podem ser vistos como falta de cumprimento do papel do vereador. “Se [a Casa] tivesse funcionamento rigoroso das 14h às 18h, teria uma produtividade aquém do que vem apresentando. Aliás, não tenho notícias de uma legislatura que produziu mais do que essa, em todos os aspectos”, defendeu. Segundo ele, todos os vereadores têm demandas múltiplas fora e dentro do mandato, e às vezes os atrasos acontecem, mas não impedem que a Câmara seja operante e séria. Para Samir, a mudança das sessões para o período matutino deve pôr fim à situação, já que este será o primeiro compromisso do dia do vereador.