Uberaba recebeu pontuação de 4,7 em novo índice lançado para avaliar qualidade da Educação nos municípios brasileiros. O resultado ficou acima da média nacional (4,5), mas não alcançou a nota geral conferida a Minas Gerais (5,0). A pesquisa divulgada este mês utiliza informações referentes ao ano de 2013.
O Índice de Oportunidades da Educação Brasileira (Ioeb) foi desenvolvido pelo ex-presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), Reynaldo Fernandes, que também é autor do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).
O novo indicador avalia desde a educação infantil ao ensino médio, englobando os dados das redes estadual, municipal e privada. Para a composição da nota, são analisados os seguintes fatores: a escolaridade dos professores, número médio de horas aula por dia, experiência dos diretores, taxa de atendimento na educação infantil, matrículas no ensino médio e os resultado do Ideb. O indicador varia de 0 a 10.
Com nota de 4,7, Uberaba aparece em 599º lugar no ranking estadual do índice. Já em âmbito nacional, o município ficou classificado em 1.983º lugar. Segundo os dados divulgados, a cidade teve desempenho acima da média estadual e brasileira na maioria dos itens analisados, porém o resultado do Ideb nas séries iniciais e a taxa de matrícula no ensino médio prejudicaram a cidade na avaliação final.
A secretária municipal de Educação, Silvana Elias, afirma que já tomou conhecimento da pesquisa e está estudando os dados juntamente com a equipe da pasta. Segundo ela, o resultado conquistado foi positivo, mas os problemas apontados são uma ferramenta de gestão importante. “Eu considero o índice que tivemos alto, mas quero mais. Então, estamos fazendo uma análise aprofundada para saber onde estão as falhas e saber o que vamos propor para melhorar ainda mais. Acredito que da próxima vez teremos uma nota mais alta”, declara.
Por outro lado, Silvana avalia que Uberaba pode estar em situação melhor do que a retratada no levantamento. A secretária ressalta que o período analisado para a formatação do índice pode interferir no resultado final. Ela argumenta, por exemplo, que os prédios da rede estavam em condições ruins no início do governo e uma série de reformas foi realizada a partir do segundo semestre de 2014, mas provavelmente as informações recentes não foram consideradas no levantamento. Outro ponto que pode não ter sido computado, segundo ela, é a demanda reprimida de alunos que começou a ser atendida a partir do ano passado, com inauguração de novas unidades. Além disso, a titular da pasta ressalta que a avaliação engloba escolas públicas municipais e estaduais. Segundo ela, os dados da rede estadual de ensino podem ter puxado desempenho geral do município para baixo. Por isso, ela defende que é necessário trabalhar de forma conjunta e compartilhada para aprimorar a Educação em todas as instâncias.