Vereadores que cumprem primeiro mandato no Legislativo avaliam o trabalho desenvolvido durante este ano e apontam dificuldades, muitas delas ainda não superadas, de acordo com a maioria.
O vereador Samuel Pereira (PR) admite que as dificuldades não foram superadas. Segundo ele, há algumas prioridades e tenta resolvê-las com parcerias e até mesmo junto ao Executivo. Por ter trabalhado mais de dois anos no primeiro governo de Anderson Adauto, ele afirma que o acesso ao prefeito é mais fácil e conta com uma boa assessoria. “Acho que a maior dificuldade é comigo mesmo. Tenho dificuldades no sentido de expressar melhor minhas ideias e este obstáculo vou procurar vencer, com certeza”, garantiu.
Considerando os primeiros seis meses como etapa de aprendizado, o vereador Carlos Alberto de Godoy (PTB) garante ser uma fase muito difícil. Para ele, aprender a transitar, tramitar com projetos na Casa e entender como as coisas funcionam no plano político significa um grau de dificuldade muito grande. “Mas, depois as coisas se estabelecem, tomando rumo natural dos acontecimentos, e a partir daí começamos a ter maior entendimento e eficácia nas ações”, salientou.
Dificuldades relacionadas à elaboração de projetos, ele afirma que quando passa a entender o que é inconstitucionalidade e vício de iniciativa, as coisas funcionam melhor. Apesar das dificuldades em relação aos pareceres de projetos, Godoy alerta que a comissão tem que ter maior consistência na apresentação do parecer.
Mesmo afirmando ter entrado na CMU conhecendo um pouco do processo legislativo, Almir Silva (PR) garante que as dificuldades não deixaram de existir. Para ele, os primeiros seis meses foram momentos de se habituar e conhecer a Casa, mas avalia o primeiro ano de mandato como positivo, dentro do que planejou. “Acredito que no ano que vem as coisas vão fluir com mais facilidade, já conhecendo melhor o funcionamento do Legislativo”, observou.
Jorge Ferreira (PMN) não deixou de citar entre as dificuldades enfrentadas o processo de cassação a que foi submetido. Acusado de assédio sexual e improbidade administrativa, o vereador afirma que são situações que cicatrizam e acabam servindo de experiência para combater as dificuldades. Sem citar as dificuldades enquanto parlamentar, Jorge afirma estar esperançoso para 2010. “Será um ano eleitoral e temos que cobrar mais dos nossos representantes”, disse.
Entre os novatos, o mais otimista é o petista José Severino Rosa. Para ele, não há dificuldades. São ações onde busca o melhor resultado, definindo como desafios que fazem parte não só da vida como parlamentar, mas também como cidadão comum. “São desafios que tenho procurado superar e com a convicção de que é preciso fazer mais, porque a sociedade merece e espera resultado à altura do compromisso firmado pelo parlamentar”, concluiu.