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Felipe Picciani ao chegar ao Rio após ser preso no aeroporto de Uberlândia, onde minutos antes deixou o pai
A Polícia Federal cumpriu ontem mandados judiciais em desdobramento da operação Lava-Jato. Um dos alvos foi Felipe Picciani, filho do presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani (PMDB), e que cuida dos negócios da família, entre eles a fazenda Agrobilara, em Uberaba. Jorge chegou no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, por volta de 8h de ontem, e foi levado por agentes para prestar depoimento na sede da PF. Já o filho, Felipe, foi preso na operação “Cadeia Velha”, no aeroporto de Uberlândia. A fazenda em Uberaba foi alvo de buscas e de lá a Polícia Federal levou alguns documentos.
Os pedidos são da segunda instância da Procuradoria da República. Foram cumpridas ordens para buscas no gabinete de Jorge Picciani. Também foram alvos da operação o empresário Jacob Barata Filho, o “Rei do Ônibus”, e o ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor) Lélis Teixeira.
Jacob e Lélis foram presos pela operação Ponto Final em julho. Por ordem do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em agosto, os dois foram colocados em liberdade.
O empresário Felipe Picciani atuava a mando do pai, Jorge Picciani, administrando fazendas de gado da família e o negócio, de acordo com o Ministério Público Federal, servia para lavar dinheiro de propina recebida pelo patriarca.
As informações constam em decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que autorizou a prisão do empresário a pedido do MPF. No trecho do documento que se refere à suposta atuação de Felipe, o TRF-2 indica que há "significativos indícios" de que a Agrobilara, empresa de gado do clã Picciani, "é utilizada para dar foros de licitude a quantias oriundas de pagamento de propina".
No momento da prisão, Felipe foi interpelado por jornalistas, mas se negou a responder perguntas sobre a operação e até sorriu. O deputado estadual Jorge Picciani (PMDB), mais cedo, informou em nota que a prisão do filho foi uma "covardia feita para atingi-lo".