
A denúncia foi apresentada à Justiça Eleitoral da 82ª Zona Eleitoral, em Conceição das Alagoas (Foto/MPMG)
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio do GAECO, denunciou um vereador e seis eleitores por suposto esquema de compra de votos nas eleições municipais de 2024, em Conceição das Alagoas. A investigação também inclui pedido de afastamento cautelar do parlamentar.
A operação “Meu PIX, Seu Voto” foi conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça e apura um esquema de corrupção eleitoral supostamente envolvendo o vereador M.G.B.S., conhecido como “Bocão”, e outros cinco eleitores.
De acordo com o Ministério Público Eleitoral, o parlamentar, então candidato à reeleição, teria oferecido dinheiro, realizado transferências via PIX, fornecido bens e custeado despesas pessoais em troca de votos e apoio político. Parte das negociações teria ocorrido com intermediação de um terceiro, já falecido.
As investigações contaram com quebra de sigilo de dados telefônicos e apoio técnico do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). As provas incluem conversas extraídas de celulares, áudios, mensagens e registros de transferências bancárias.
Segundo a apuração, mensagens interceptadas indicam que os supostos benefícios oferecidos incluíam pagamentos em dinheiro, ajuda para despesas, conserto de som automotivo, além do fornecimento de latas de tinta e caixas de cerveja.
A denúncia foi apresentada à Justiça Eleitoral da 82ª Zona Eleitoral, em Conceição das Alagoas. Caso seja condenado, o vereador poderá cumprir pena de até 20 anos de reclusão, além de perder o cargo. Já os eleitores denunciados por venderem o voto podem receber pena de até quatro anos de reclusão.
O Ministério Público informou que novas linhas de investigação serão abertas para apurar possíveis outros casos de compra e venda de votos durante as eleições de 2024 no município.
Em manifestação institucional, o promotor responsável pelo caso reafirmou o compromisso do órgão com a lisura do processo eleitoral e a atuação rigorosa no combate à corrupção.