Audiência pública para discutir a chamada Ideologia do Gênero movimentou os segmentos envolvidos na questão
Foto/Rodrigo Garcia (CMU)
Afrânio Lara Resende, vice-presidente da CMU, garante que discussões sobre ideologias de gêneros serão equilibradas
Audiência pública para discutir a chamada “Ideologia do Gênero” movimentou os segmentos envolvidos na questão, inclusive o movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros), se organizando para protestar contra o deputado federal pastor Marco Feliciano (PSC/SP), caso ele compareça. Mas, a organização do evento garante que haverá equilíbrio nas discussões.
O vice-presidente da Câmara de Uberaba, vereador Afrânio Cardoso (Pros), garantiu que para o debate serão convidados tanto defensores da tese quanto pessoas que se colocam contra. De acordo com ele, o objetivo é esclarecer o que é a chamada ideologia do gênero. “Não há nenhuma intenção de discriminar ninguém. Todos terão voz nesse debate. Se não for assim, não faz sentido algum a realização da audiência pública”, ressaltou o parlamentar.
A ideologia de gênero é considerada uma crença segundo a qual os dois sexos (masculino e feminino) são considerados construções culturais e sociais. Diversas câmaras municipais do Brasil estão discutindo o assunto. Uma resolução do governo federal, por intermédio da Secretaria de Direitos Humanos, lançou no país a ideologia de gêneros nas escolas. O documento do manifesto pontua que, na elaboração de Planos Municipais e Estaduais de Educação – no momento estão tramitando nas câmaras de vereadores –, os temas deveriam ser discutidos pelos primeiros interessados, que são os pais.
O encontro está programado para o Cine Teatro Vera Cruz.