Ao Conselho Municipal de Saúde foram comunicados casos de unidades onde o atendimento está sendo feito por enfermeiros, por falta de médicos
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Maria José Freitas explica que a situação já foi repassada ao novo secretário de Saúde, Iraci Neto
Com exoneração de funcionários contratados no fim do ano, pacientes denunciam falta de médicos e outros profissionais de Saúde nas unidades básicas desde o início desta semana. Reclamações também foram registradas nos últimos dias pelos conselheiros municipais de Saúde.
De acordo com a presidente do Conselho Municipal de Saúde, Maria José de Oliveira Cunha Freitas, foram comunicados casos de unidades que estão com equipe reduzida e até problemas de locais onde o atendimento está sendo feito por enfermeiros, por falta de médicos.
A conselheira explica que a situação já foi repassada ao novo secretário municipal de Saúde, Iraci Neto. Segundo ela, o titular da pasta assegurou em reunião, nesta semana, que medidas serão tomadas para recompor as equipes.
Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria Municipal de Saúde posicionou que os problemas verificados são pontuais, devido ao processo de substituição dos contratados por concursados. Apesar da situação, ressalta que os atendimentos nas unidades não estão paralisados.
Ainda segundo a nota, medidas estão sendo tomadas para preencher as lacunas. “A Secretaria está fazendo todos os remanejamentos necessários para atender a comunidade de forma a causar o menor impacto possível neste momento de transição, quando ocorrem algumas reposições pontuais”, informa o texto.
De acordo com as informações da pasta, 150 profissionais de Saúde aprovados no concurso público já foram convocados e estão assumindo os postos a partir deste mês. “Os prazos legais para eventuais desistências precisam ser exauridos para a abertura de novas vagas e a convocação dos próximos das listas. No entanto, grande parte [das pessoas chamadas] já está sendo empossada. Se houver necessidade, a Prefeitura poderá convocar mais concursados”, continua a nota.
A Secretaria ainda manifesta que não é permitida a renovação de contratos para os cargos previstos no concurso. Desta forma, as únicas renovações que puderam ser feitas foram para funções não inclusas no concurso público, como programas específicos de acompanhamento de doenças crônicas e Samu.
Contrato prorrogado. Conforme apurou a reportagem do Jornal da Manhã, no dia 30 de dezembro, 93 funcionários tiveram o contrato prorrogado até 31 de dezembro de 2017. Entre telefonistas do programa fila eletrônica, plantonistas do Samu e equipe do programa Melhor em Casa, a lista incluiu 14 médicos especialistas lotados em unidades básicas de Saúde.
Por fim, o material encaminhado pela Secretaria argumenta que os serviços fundamentais continuam funcionando normalmente e vários profissionais estão atendendo nas unidades de referência. “Estão à disposição da população serviços fundamentais, com consultas médicas com clínicos, pediatria, ginecologia, teste do pezinho, vacinação, serviço odontológico, psicológico, grupos de controle de doenças crônicas, visitas domiciliares e agentes comunitários”, acrescenta o texto.