O prefeito Paulo Piau (PMDB) assegurou que não haverá atraso no pagamento da Pró-Saúde, organização social que assume a partir desta quinta-feira (1º de janeiro) a gestão das Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) Parque do Mirante e São Benedito. Declaração foi dada em entrevista à Rádio JM neste mês.
A contratação é alvo de questionamento do Ministério Público por causa de dívidas da Pró-Saúde com fornecedores em outras cidades onde prestou serviço. A entidade alega que os problemas de pagamento ocorreram por causa da inadimplência das prefeituras.
Reforçando a defesa da Pró-Saúde, Piau ressaltou que a organização social não tem fins lucrativos e trabalha somente com a verba repassada pelo Poder Público. Além disso, ele argumenta que a entidade não pode transferir recursos de outras cidades para cobrir despesas nos locais onde a prefeitura atrasou o pagamento.
Dessa forma, o chefe do Executivo afirma que a Administração não pode ser má pagadora ou acarretará transtornos ao atendimento aos usuários. “Não pode haver atraso de pagamento [à Pró-Saúde], senão vai atrasar o acerto com fornecedor. Nós temos que precaver e não pode haver atraso para o serviço não ser prejudicado”, frisou.
A organização social já está com o corpo clínico e pessoal técnico-administrativo contratado para o início das operações nas UPAs. O pagamento do salário será feito pela entidade, assim como o processo de compras de medicamentos e insumos para abastecimento das unidades.
A Pró-Saúde receberá anualmente R$81.274.730,40 pelo gerenciamento da unidade do Parque do Mirante e R$82.183.951,20, da unidade São Benedito. Já o contrato do Hospital Regional entra em vigência a partir do dia 12 de janeiro de 2015. A organização receberá R$261.444.772,88 por ano para a gestão do HR.