Antes mesmo da Pró-Saúde assumir a gestão das UPAs, o fato já acontecia. Em alguns horários, não há profissional dessa área de plantão
Ausência de ortopedista na Unidade de Pronto Atendimento do bairro São Benedito gera problemas para usuários. Não é a primeira vez que a equipe de reportagem do Jornal da Manhã recebe a reclamação. Antes mesmo da Pró-Saúde assumir a gestão das UPAs, o fato já acontecia. Em alguns horários, não há profissional dessa área de plantão. Entretanto, existe a necessidade, pois como dizem os pacientes, não há hora para se machucar.
O microempresário Wagner Soares, esteve com o filho na noite de terça-feira, dia 9, na UPA São Benedito, por conta de uma fratura no tornozelo e alguns cortes. “Quando chegamos, o atendimento foi rápido, colocaram a pulseira da cor vermelha, que significa urgência, e entramos para a consulta com médico. Enquanto esperávamos, percebi que apenas um médico caminhava pelos corredores. Perguntei às enfermeiras onde estava o ortopedista e, logo me disseram que não havia nenhum naquele momento, e que normalmente ficam no local durante o dia”, explica.
Wagner ficou indignado com a situação, pois assim como o filho, mais quatro pessoas também estavam esperando pelo atendimento com o especialista. “A consulta aconteceu com clínico geral, que passou medicação e pediu para que voltássemos no dia seguinte, quando estaria no local um ortopedista. Como pode uma UPA não ter um profissional dessa área de plantão? Não existe hora para acontecer acidentes e a única forma é ficar esperando em casa o dia amanhecer para atendimento”, afirma.
Ao conferir o painel com informações sobre os médicos que estavam atendendo no momento, Wagner revela que estava escrito que dois ortopedistas estavam presentes.
De acordo com nota encaminhada pela assessoria de imprensa da Pró-Saúde, o atendimento de ortopedia é oferecido na UPA São Benedito durante 12 horas por dia, das 7h às 19h. O atendimento noturno na unidade é de Urgência, na especialidade de Clínica Médica (Geral), com cinco médicos plantonistas, sendo três para atendimento em consultório, um na ala vermelha (urgências) e um na reavaliação, após a aplicação da medicação prescrita pelos médicos dos consultórios, conforme preconiza o Ministério da Saúde. Além disso, quando necessário, o paciente é inserido no SUS Fácil para atendimento médico hospitalar de alta complexidade.