POLÍTICA

Papelarias elaboram projeto que cria o cartão material escolar

Proposta prevê a substituição do kit oferecido anualmente pela PMU por cartão com crédito para que os pais dos estudantes adquiram os produtos nas empresas da cidade

Gisele Barcelos
Publicado em 10/09/2015 às 07:58Atualizado em 16/12/2022 às 22:22
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Nos últimos anos, a Prefeitura compra o material em empresas de outras cidades e entrega os kits aos alunos

Papelarias querem posicionamento do prefeito Paulo Piau (PMDB) sobre a implantação do cartão material escolar. A ideia inicial foi apresentada em julho e os empresários do setor se mobilizaram para formatar um projeto ao município. Com a proposta finalizada este mês, o grupo aguarda reunião com a equipe de governo para entregar o documento e dar continuidade à discussão sobre o assunto.

De acordo com o presidente da Aciu, Manoel Rodrigues, a expectativa ainda é implantar o cartão material escolar para 2016. Por isso, o projeto será protocolado na Prefeitura e também será solicitada uma audiência com o prefeito para dar continuidade ao debate da proposta. “Queremos tentar resolver as arestas para a consolidação do projeto [...] Se não for possível para o próximo ano, que a gente já prepare para 2017”, pondera.

Pelo projeto, o governo municipal deixaria de fazer a compra direta dos kits escolares e passaria a oferecer aos alunos da rede municipal crédito por meio de um cartão especial para a aquisição dos itens em papelarias da cidade. O líder classista defende que o cartão seria uma estratégia para o fortalecimento da economia local e ainda representaria retorno em tributos para o poder público.

Segundo Rodrigues, o crédito disponibilizado no cartão não representaria aumento de custos para a administração municipal. Ele afirma que as papelarias fizeram uma cotação de preços com todos os itens da lista escolar oferecida pelo município e conseguiram um valor correspondente ao aplicado na compra dos kits. “A Prefeitura nos indicou por quanto gostaria de comprar um kit. As empresas diminuíram a margem [de lucro] e fizeram todo um esforço para cobrir o valor”, salienta o presidente da Aciu.

A Prefeitura gastou aproximadamente R$835 mil para a aquisição do material no início deste ano, o que significaria uma média de R$33,70 por aluno. Conforme apurou a reportagem do Jornal da Manhã, o projeto elaborado pelas papelarias propõe que o cartão disponibilizaria crédito entre R$36 e R$53 para a compra do kit, dependendo da faixa etária do aluno e da lista solicitada para cada série.

Apesar do interesse dos empresários, ainda existem ressalvas quanto à implantação do cartão material escolar. Em julho, o prefeito argumentou que a proposta somente seria adotada se houvesse ferramentas de fiscalização para garantir a aplicação correta dos recursos e evitar o desvio do crédito para outras finalidades.

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