POLÍTICA

Para empresários, impeachment deve proporcionar otimismo ao mercado

O Brasil viveu nove meses de expectativa e apreensão com o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff

Letícia Morais
Publicado em 03/09/2016 às 08:06Atualizado em 16/12/2022 às 17:28
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Foto/Divulgação

Helbert Ferreira Higino de Cuba, presidente do Centro das Indústrias do Vale do Rio Grande (Cigra), diz que a mudança no mercado já se iniciou

O Brasil viveu nove meses de expectativa e apreensão com o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Após a sua concretização, Michel Temer foi empossado e agora o mercado acredita na mudança. O Jornal da Manhã conversou com os presidentes da Câmara de Dirigentes Lojistas de Uberaba (CDL) e do Centro das Indústrias do Vale do Rio Grande (Cigra) sobre o que o mercado espera após o impeachment.

Na avaliação do presidente da CDL, Fúlvio Ferreira, o comércio deve sofrer uma reação positiva a partir das próximas semanas. Fúlvio crê que o país será diferente de agora em diante e, com isto, aposta em boas vendas para o Natal. “É importantíssimo, é obrigação do governo, que agora toma posse em definitivo, adote postura e procedimentos que sejam impopulares, mas que sejam benéficos para a população e para a economia como um todo. Então, o comércio está otimista e acredito que esse Natal seja um pouco melhor, porque no ano passado nós tínhamos um crescente descrédito no governo e na economia e esse ano já passa a ser o contrário”, opina.

Para o presidente do Centro das Indústrias do Vale do Rio Grande (Cigra), Helbert Ferreira Higino de Cuba, a mudança já se iniciou desde o afastamento de Dilma do cargo. Helbert afirma que a expectativa do impeachment trouxe confiança às pessoas. “E a economia é movida a isto. O consumidor compra mais e o empresário investe mais quando está confiante. Esperamos que de agora em diante as coisas melhorem, porque pior do que está, é difícil ficar”, declarou.

No entanto, mesmo com tantas expectativas positivas para o mercado, essas mudanças devem ocorrer de forma gradativa, conforme explica Helbert. “A situação em que a economia chegou é uma situação do fundo do poço. Vão aparecer muitas dificuldades, mas quem diversificou, procurou novos clientes e mercados, sobreviverá a essa crise. Aqueles que ficaram na mesmice, aguardando as coisas acontecerem, são os que estão com mais dificuldade. Estamos passando por um momento em que os índices de inadimplência estão muito altos e quando isso reflete no caixa das empresas, é a hora de muitas fecharem as portas. Quem conseguir passar pela crise, sairá muito mais fortalecido”, analisou o presidente do Cigra.

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