Lucro obtido pela Petrobras no primeiro trimestre de 2015 pode ter repercussão positiva para o futuro da fábrica de amônia em Uberaba
Lucro obtido pela Petrobras no primeiro trimestre de 2015 pode ter repercussão positiva para o futuro da fábrica de amônia em Uberaba. A avaliação é do prefeito Paulo Piau (PMDB), que tenta assegurar a continuidade da obra enquanto a petrolífera discute cortar investimentos no plano de negócios este ano.
Resultado do primeiro trimestre de 2015 aponta o lucro de R$5,33 bilhões para a Petrobras. Piau afirma que a notícia é excelente para o projeto em execução em Uberaba, pois representa mais chances de a petrolífera manter investimentos na área de fertilizantes e não interromper a obra da fábrica de amônia.
Por outro, o lucro observado no início de 2015 ainda está menor do que o montante registrado no ano passado. O volume de receitas da Petrobras também caiu no período. Desta forma, o prefeito ressalta que a situação ainda não é de total tranquilidade.
Piau salienta que as informações indicam que a Petrobras se organizava para revisar os projetos do plano de negócios e concentrar a atuação na atividade principal: o petróleo. Segundo ele, investimentos na área de gás e fertilizantes não são preferenciais dentro da fase de ajustamento da situação financeira. “Para arrumar a casa, estavam pensando em desinvestir em áreas que não são prioritárias, pois, quando se entra em crise, é cortado o que é menos interessante”, pondera.
O prefeito lembra que a implantação da fábrica de amônia foi uma decisão estratégica do governo federal para assegurar independência do mercado externo para o setor de fertilizantes, mas pondera que a União não é única acionista da companhia. “O governo não manda tudo. Há acionistas até fora do Brasil. É uma decisão complexa”, ressalta.
Apesar do anúncio do lucro, PP deverá continuar as articulações em busca de apoio para garantir a consolidação da fábrica de amônia. Na semana passada, ele se reuniu com o uberabense Murilo Ferreira, no Rio de Janeiro, para pedir suporte ao projeto local. O executivo está à frente do conselho administrativo da petrolífera, órgão responsável por definir o plano de investimentos para auxiliar na tomada de decisões sobre projetos.