POLÍTICA

Para Piau, posição de Cunha é individual, mas PMDB busca candidatura própria

Ruptura de Eduardo Cunha (PMDB) com o governo Dilma Rousseff (PT) não representa o posicionamento partidário

Gisele Barcelos
Publicado em 19/07/2015 às 15:54Atualizado em 16/12/2022 às 23:13
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Ruptura de Eduardo Cunha (PMDB) com o governo Dilma Rousseff (PT) não representa o posicionamento partidário, mas lançamento de candidatura própria pode ser caminho para o PMDB em 2018. A avaliação é do prefeito Paulo Piau (PMDB).

O presidente da Câmara dos Deputados oficializou oposição ao governo petista em pronunciamento esta semana, após ser denunciado por recebimento de propina na operação Lava-Jato. Piau afirma que o PMDB já emitiu nota oficial e descartou o início de processo de afastamento do PT. “Neste momento, a posição do Eduardo Cunha é individual e até provocou reação de deputados [da base governista]”, pondera.

Por outro lado, o prefeito lembra que existe uma ala no partido que defendia o lançamento de candidatura própria do PMDB antes das eleições em 2014. Segundo PP, a mobilização nesse sentido é crescente e pode culminar em mudanças nas composições para o próximo pleito. “O PMDB, como partido grande, tem que ter candidatura própria. Eu vejo isso como um processo em evolução”, argumenta.

O discurso da candidatura própria do PMDB foi reforçado após reunião da cúpula do partido esta semana. O projeto foi defendido pelo próprio vice-presidente da República, Michel Temer, juntamente com a cúpula nacional da sigla, num momento em que a presidente enfrenta crise política e ameaças de pedido de impeachment.

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