Secretarias de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico estabeleceram parceria para ampliação do serviço de coleta seletiva em Uberaba. A atividade já é promovida na cidade, porém ainda está restrita há alguns bairros e empresas. Neste sentido, segundo o secretário de Meio Ambiente, Ricardo Lima, foi criado um setor onde estão instaladas indústrias para trabalhar com material reciclado.
De nada adianta a promoção da coleta seletiva, conscientizando as pessoas para que façam a separação, se não estão instaladas na cidade indústrias para receber esse material e fazer a reciclagem. “Precisamos dar uma destinação correta aos resíduos. O depois da coleta seletiva é tão importante quanto a separação. E é pensando nisto que estabelecemos essa parceria. Foi criado esse setor com indústrias que trabalham com material reciclável”, explica.
Já existem na cidade empresas que recebem papel e plástico, mas, segundo Ricardo, a equipe está em busca de outras que reciclam materiais como vidro, metal, eletroeletrônico, pneus, resíduos da construção, entre outros. Desta forma pretende-se estabelecer, juntamente com a coleta seletiva, um mercado para o material que as pessoas separam em casa. “Um trabalho que vai avançando aos poucos, subindo degrau por degrau, para que a ampliação seja consciente, pois não adianta pedir para que as pessoas façam a separação do lixo e depois enterrar esses materiais no aterro sanitário, pela falta de mercado, pois não foi dada condição de vazão desse material”, diz.
Atualmente em Uberaba, com a coleta seletiva, são recolhidas 500 toneladas de resíduos por mês, e a pretensão para os próximos dois anos é chegar a mil toneladas por mês. Além deste trabalho para implantação de indústrias, a secretaria também está melhorando as condições dos catadores, investindo nas cooperativas que promovem essa atividade.
Para finalizar, outro investimento previsto para o serviço será nas ruas, com a criação de pontos comunitários, para que as pessoas depositem os resíduos da coleta seletiva. “Hoje, realizamos a coleta com os grandes geradores e em alguns bairros e rotas, mas a intenção é ampliar para ter melhor a participação da sociedade. Pretendemos criar pontos de entrega voluntária, de forma consciente”, afirma Ricardo.