POLÍTICA

Parecer da Vigilância sobre Boi Bravo causa polêmica

O clima esquentou na Câmara após o vice-presidente da Casa, vereador China (SDD), apresentar um parecer

Renata Gomide
Publicado em 26/04/2014 às 23:31Atualizado em 17/12/2022 às 09:45
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O clima esquentou ontem no plenário da Câmara após o vice-presidente da Casa, vereador China (SDD), apresentar um parecer técnico emitido pelo Departamento de Vigilância Sanitária do município constando “irregularidades” no Frigorífico Boi Bravo. O documento (276/14) com data de 24 de abril é resultado de uma inspeção feita na área externa do empreendimento no dia anterior, após denúncia do próprio vereador, o qual relatou que o frigorífico “exala mau cheiro forte, grande quantidade de mosquitos na região, mato alto e água parada”.   Conforme o parecer, foram observadas irregularidades tais como excesso de mato; lixo e excrementos animais a céu aberto; ausência de equipamentos de proteção individual para os trabalhadores das lagoas de decantação – as quais também estariam operando com capacidade máxima –, e de programa de controle interno de pragas e vetores. Ante o documento, China voltou a defender a transferência do frigorífico do bairro Costa Teles para um dos distritos industriais.   Seu objetivo é assegurar a continuidade da avenida Prudente de Morais até a avenida Rosa Maria Frange, interligando o bairro Abadia ao conjunto Cartafina, e destinar parte da área para abrigar mais um empreendimento do programa Minha Casa Minha Vida. O vereador diz que representará junto ao Ministério Público solicitando providências às Promotorias de Saúde e Meio Ambiente, as quais também diz que repassará 18 mil assinaturas favoráveis à transferência.   Coube ao vereador Edmilson de Paula (PRTB) fazer a defesa do frigorífico, colocando em dúvida as declarações do colega de que a população do grande Abadia deseja mesmo a sua mudança de lugar. Ele sugeriu que China tem “o rabo preso” por isso está agindo desta forma e ainda: colocou que vários pontos da cidade estão cheios de mato, sujeira e mosquito da dengue e, no entanto, as autoridades não agem para solucionar esses problemas.   “No dia que o empresário veio aqui, ficou tudo caladinho com rabo no meio das pernas; agora que ele está ausente fala mal? Vamos respeitar”, assinalou Edmilson, em alusão à participação de Romeu Costa Teles no plenário dia 19 de fevereiro. “Acho que isso aqui só pode ser pessoal”, completou.

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