No total, os mineiros consumiram R$20,7 milhões e os parlamentares de Minas Gerais só ficaram atrás dos paulistas, que gastaram R$25,9 milhões
Levantamento realizado pelo site Congresso em Foco aponta que os deputados federais eleitos por Minas Gerais ficaram com o segundo posto no ranking dos maiores gastadores da cota parlamentar em 2016.
No total, os mineiros consumiram R$20,7 milhões. Os parlamentares de Minas Gerais só ficaram atrás dos paulistas, que gastaram R$25,9 milhões. Em terceiro lugar estão os deputados fluminenses, com R$16,5 milhões, e em quarto os baianos, com R$13,3 milhões. Cada deputado eleito por Minas pode gastar por mês até R$36 mil para manutenção do mandato. E eles ainda têm direito a mais uma verba próxima de R$100 mil para contratação de pessoal.
O salário de um deputado federal é de R$33,7 mil/mês. Ainda assim, alguns deles cometem alguns exageros com o pedido de ressarcimento que é feito através da cota parlamentar. Por exemplo, segundo o Congresso em Foco, o deputado Afonso Motta (PDT-RS) não abriu mão nem mesmo de ser ressarcido pela compra de dois pãezinhos de queijo. Parece que a crise econômica chegou ao Congresso Nacional.
A deputada Luciana Santos (PCdoB-PE) pediu ressarcimento de 604 abastecimentos feitos por seu gabinete ao longo de 2016, uma média de R$1,65 abastecimento por dia, já considerando feriados e fins de semana. Diego Garcia, deputado federal do PHS pelo Paraná, que foi ressarcido em R$497 mil no ano passado, apresentou à Casa nada menos que 2.284 notas, uma média superior a seis notas para cada um dos 365 dias do ano.
A deputada Luciana Santos disse que os gastos com abastecimento estão dentro do que é estabelecido como limite pela Câmara e que utiliza o combustível para exercer seu mandato.
A assessoria de Afonso Motta diz que é prerrogativa do parlamentar pedir ressarcimentos de despesas com sua alimentação e que seria estranho se tivesse pedido o ressarcimento pela compra de cinquenta pães de queijo, não de dois.
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) não concorda com a existência da verba indenizatória, que chama de “distorção”. Para ele, é preciso acabar gradativamente com este recurso financeiro.