Com investigação já em andamento para verificar denúncias de fura-fila na vacinação contra a Covid-19, parlamentares propuseram a abertura de duas novas comissões parlamentares de inquérito (CPIs) na Assembleia Legislativa para apurar irregularidades na administração de Romeu Zema (Novo).
O deputado Professor Cleiton (PSB) propôs a criação de CPI que investigue a Cemig, especialmente por denúncias de contratação de empresas sem licitação. Ele considerou que há elementos suficientes para abertura de uma comissão, pois há denúncia de que, em dezembro de 2019, a concessionária contratou, sem licitação, a empresa paulista Exec para fazer a seleção do novo presidente da Cemig.
Conforme o parlamentar, o processo resultou na escolha de Reynaldo Passanezi, que tomou posse em 13 de janeiro de 2020. O novo presidente teria assinado contrato em 20 de janeiro para fazer pagamento de R$170 mil à Exec.
O deputado comunicou que vai apresentar requerimento para buscar mais dados sobre este e outros processos de contratação na concessionária. “Se a intenção é privatizar a Cemig, tudo tem que ser feito de modo honesto e transparente, respeitando o cidadão mineiro”, afirmou.
Já a deputada Andréia de Jesus (Psol) defendeu a instalação de CPI com o objetivo de averiguar problemas na nova gestão do sistema socioeducativo do Estado. Ela requer que a Assembleia apure acusações apresentadas em audiência da Comissão de Segurança Pública. Segundo a parlamentar, agentes socioeducativos que participaram da reunião denunciaram irregularidades no sistema de gestão implantado pelo Estado.
Um dos relatos encaminhados à comissão foi de possível tortura praticada em um dos centros de socialização de jovens, que está sob a responsabilidade da iniciativa privada, em Belo Horizonte. Também reclamaram de remoções forçadas de servidores, uso inadequado de recursos públicos e abuso de autoridade.