POLÍTICA

Partido Novo disponibiliza estrutura a serviço de Romeu Zema

Fundado em fevereiro de 2011 por 181 profissionais liberais, o partido chega ao Palácio da Liberdade mirando o futuro

Publicado em 04/11/2018 às 10:50Atualizado em 17/12/2022 às 15:08
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O Partido Novo terá um baita teste para mostrar que suas teorias liberais funcionam na prática. A missão é tirar o segundo maior estado do Brasil de uma grave crise fiscal. Fundado em fevereiro de 2011 por 181 profissionais liberais, o partido chega ao Palácio da Liberdade mirando o futuro.

Se colocarem em prática o que defendem e funcionar, o Novo pode cacifar a legenda para voos mais altos nos próximos pleitos. No entanto, também pode mostrar que tirar do papel algumas ideias é mais difícil do que parece. 

A equipe nacional do Novo apoia o governador eleito Romeu Zema e o auxiliará a encarar a árdua missão de sanar as contas de um estado com um déficit previsto de R$11,4 bilhões em 2019 (valor que pode passar por revisão e aumentar).

Em entrevista ao Estao de Minas, o presidente nacional do Novo, Moisés dos Santos Jardim, disse que está é uma grande oportunidade para colocar em prática tudo o que a legenda defende. "Temos agora a chance de ver funcionando o modelo de administração e gestão pública que consideramos ideal para o Brasil. Temos oportunidade de fazer isso em Minas, uma responsabilidade enorme e o partido inteiro está envolvido nesse projeto”, afirma.

O Novo criou um conselho formado por profissionais de diversos ramos para auxiliar o governador mineiro. Dentre os renomados nomes, estão o do ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco, do ex-secretário da Fazenda do Rio de Janeiro Gustavo Barbosa (que conduziu a renegociação da dívida fluminense), e do empresário João Amoêdo (que se candidatou à Presidência).

Servidores

Além do déficit, Romeu Zema terá de colocar em dia o pagamento do salário dos servidores e os repasses de recursos constitucionais para os municípios. Números da Associação Mineira dos Municípios (AMM) indicam que a dívida do Palácio da Liberdade com as prefeituras alcançou, em outubro, o montante de R$ 9,4 bilhões.

Base

Os desafios não se limitarão às contas públicas e à falta de recursos do governo estadual. Pela primeira vez, o Novo terá a experiência de ter a caneta do Poder Executivo em mãos. Foram apenas três deputados eleitos para a Assembleia Legistavia. Com isso, Zema terá de construir uma base de apoio para conseguir aprovar suas ideias.

A partir de 2019, a ALMG será composta por deputados de 28 partidos, uma fragmentação inédita no Legislativo mineiro. Até agora, apenas o PSL, legenda do presidente eleito Jair Bolsonaro, e o PV demonstraram afinidades com o Novo. A maior bancada, do PT, indica que será oposição.

Em entrevista ao EM, Zema admitiu que vai precisar de um articulador político para fazer a mediação entre o Palácio Tiradentes e a Assembleia. Zema disse ainda que, a partir desta semana, vai conversar com todos os deputados estaduais do atual mandato e do futuro. “Quero conhecer todos. Minha forma de gestão é a seguinte: se você trabalha comigo, preciso conversar olhando nos seus olhos sobre os problemas que temos para resolver. Isso cria comprometimento”, explicou.

*Com informações do Estado de Minas

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