Patrocínio e Patos de Minas sediaram ontem a sexta e a sétima audiências públicas sobre a criação da Região Metropolitana do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (RMTMAP), eventos promovidos pela Comissão de Assuntos Municipais da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Autora do Projeto de Lei Complementar (PLC) 32/12 que trata do tema, a deputada estadual Liza Prado (PSB) voltou a elencar as vantagens dessa integração, que deve alcançar 66 municípios e uma população estimada em dois milhões de habitantes. Entre elas, Liza citou o fim do pagamento da taxa de deslocamento na telefonia e a ampliação de recursos para o financiamento do programa habitacional federal Minha Casa Minha Vida de R$80 mil para R$130 mil. “Poderíamos ainda obter soluções conjuntas para problemas ligados à Saúde e à Educação”, afirmou a deputada. A discussão sobre a RMTM já aconteceu em Belo Horizonte, Uberaba, Uberlândia, Araguari e Monte Carmelo. Outras três estão agendadas para as cidades de Frutal, Araxá e Ituiutaba. A concretização desta integração deve passar pela aprovação na ALMG do PLC 16/11, de autoria do deputado estadual Neilando Pimenta (PHS), que reduz de 600 mil para 500 mil o número de habitantes que os municípios devem ter juntos para se associar. Como boa parte dos problemas desses municípios é comum, nada mais lógico do que a criação de uma estrutura única para resolvê-los, lembrou o consultor. Já o secretário interino de Gestão Estratégica, Ciência e Tecnologia de Uberlândia, Maurício Cassimiro Rocha, observa que não há conurbação entre os municípios da região, mas há o chamado movimento pendular, que é basicamente o deslocamento de pessoas e a complementariedade de atividades, uma cidade ajudando a outra, conforme apontam estudos de viabilidade já realizados. O prefeito Paulo Piau (PMDB) acompanhou a audiência em Patos, sua terra natal.