Patrus Ananias responsabilizou opositores e a imprensa pelo que chamou de oposição não ao partido, ao ex-presidente Luiz Inácio da Silva ou à chefe da Nação, Dilma Rousseff, mas ao Brasil
O ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias (PT) responsabilizou opositores e a imprensa pelo que chamou de oposição não ao partido, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou à chefe da Nação, Dilma Rousseff, mas ao Brasil. “Acho ruim essa política de terra arrasada que as oposições e alguns setores da imprensa estão colocando, como se o país estivesse à beira de um precipício, como se não tivéssemos realizado nada”, disse ele em entrevista coletiva ontem, em Uberaba, onde fez palestra no 2º Fórum de Vereadores do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Ele admite que ainda existem desafios a romper e, por outro lado, diz que é preciso ter consciência das conquistas. “Tivemos avanços não apenas a partir do grande Lula. Em 100 anos o país deu um salto extraordinário. Ainda temos problemas reais, desafios na educação, na segurança, mas eles vêm sendo colocados como se fossem insuperáveis”, apontou Patrus, reiterando que a movimentação das oposições e de parte da imprensa faz voltar ao Brasil “o sentimento ruim que parecia superado, aquilo que o Nelson Rodrigues chamava de complexo de vira-lata; aquele sentimento de que o Brasil não pode dar certo, que somos um povo de segunda”. Questionado se o partido não está desgastado por conta dos casos do mensalão e mais recentemente do envolvimento de alguns integrantes com o crime organizado (PCC) e com o doleiro Alberto Youssef, acusado de operar um esquema de lavagem de dinheiro, Patrus defendeu apuração e punição. “O PT cresceu e incorporou pessoas e não temos controle de todas. Para isso que temos o Estado democrático de direito, o Ministério Público, a Polícia Federal, o Judiciário, independentes. Defendo que o PT seja fiel aos princípios que nortearam sua fundação, princípios sociais, éticos e com a democracia. Mas, no balanço de 34 anos, o saldo é positivo”, reforçou.