POLÍTICA

Paulo Maluf se entrega à Polícia Federal nesta manhã

Publicado em 20/12/2017 às 09:34Atualizado em 16/12/2022 às 07:58
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Marcelo Gonçalves/Estadão Conteúdo

O deputado federal Paulo Maluf (PP/SP) se entregou à Polícia Federal na capital paulista nesta manhã (20). Era esperado que ele se entregasse desde a decisão proferida pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, ainda ontem, determinando o “imediato início” do cumprimento da pena de 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão por supostos desvios praticados pelo deputado na prefeitura de São Paulo.

A condenação estipula que o cumprimento da pena comece em regime fechado, sem possibilidade de saída durante o dia para trabalhar. A sentença também determina perda do mandato de deputado.

A assessoria de Maluf informou que ele não se manifestará sobre a condenação e seu advogado, Antonio Carlos de Almeida Castro, em nota, esclareceu que recorrerá à presidência do STF. O ex-prefeito deixou sua residência nesta manhã por volta de 8h20 e chegou à sede da PF pouco antes das 9h.

Decisão. Ministro Edson Fachin rejeito recurso apresentado pela defesa do deputado contra condenação de maio por lavagem de dinheiro. Durante a tarde de ontem (19), Fachin enviou ofício ao diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, determinando o cumprimento da prisão. Maluf foi acusado pelo Ministério Público Federal de usar contas no exterior para lavar dinheiro desviado da prefeitura de São Paulo durante seu mandato como prefeito, entre 1993 e 1996.

Defesa. Em nota, o advogado de Maluf, Antonio Carlos de Almeida Castro, ataca a decisão do ministro Edson Fachin, afirmando serem os Embargos Infringentes (recurso interposto) aceitos de maneira pacífica no Supremo, o que lhe confere direito de “submeter sua irresignação ao Plenário do Supremo”, haja vista decisão não unânime de recurso anterior. “Esta decisão do ministro Fachin vem ao encontro deste momento punitivo e dos tempos estranhos pelos quais passamos. Confiamos que a Presidência do Tribunal devolverá o direito do Deputado de ver seu recurso ser analisado pelo Pleno do Supremo. Ainda não tivemos acesso a decisão pois o Supremo entrou hoje em recesso. A notícia que temos é que poderemos tomar ciência da decisão somente no dia 8 de Janeiro. Iremos recorrer à Presidência do Supremo”, diz trecho da nota.

*Com informações do G1 Brasil

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