A exemplo de anos anteriores, várias pré-candidaturas aos cargos de deputado federal e estadual já estão sendo colocadas pelos partidos políticos com representação em Uberaba, sejam eles ou não da base de sustentação do governo municipal. Quase três dezenas de pré-candidatos, especialmente aqueles que buscam um primeiro mandato, disputam apoio para sustentar suas postulações e assegurar a eleição para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e Câmara Federal. Nesta semana, o prefeito Paulo Piau (PMDB) defendeu o voto em candidatos de Uberaba e, caso nenhum deles agrade ao eleitorado, que sejam votados os postulantes que representam o Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, regiões que têm sido alvo de um processo de planejamento futuro conjunto. Somente da base aliada ao menos uma dezena de pré-candidatos pretende ir às urnas em outubro de 2014. Nesta relação estão, por exemplo, os deputados estaduais Tony Carlos (PMDB), postulante à reeleição; Adelmo Leão (PT), que pretende trocar a ALMG pela Câmara; Aelton Freitas (PR), que tentará o terceiro mandato consecutivo de deputado federal; os pré-candidatos Wagner Júnior e Samuel Pereira (ambos do PR); Almir Silva (PTdoB), Wellington Félix Cornélio, o Zuzu, Clayton Tomaz da Costaliti e Gustavo Vaz Silva (todos do PCdoB), Josimar Rocha (PT) e Marcelo Borjão (DEM). Questionado pelo Jornal da Manhã se esse número de postulantes pode significar a pulverização dos votos e a consequente dificuldade para eleger representantes da cidade, Piau disse que uma democracia não permite ceifar nenhuma candidatura, “um direito líquido e certo dos partidos”. No entanto, o prefeito recomenda às entidades de classe que trabalhem com esses pré-candidatos no sentido de concentrar forças naqueles nomes realmente viáveis, “para ver se a gente enxuga”. Ele também sugere às pessoas “um pouquinho mais de consciência das candidaturas”, já que, conforme comenta, apesar da democracia, o país está atrasado no quesito partido. Na opinião de Piau, o ideal seria que o Brasil tivesse menos legendas e não 32, como na atualidade. “Isso é uma farra partidária. O ideal seria que a gente tivesse partidos com conteúdo programático, com ideias bem definidas para ter debate. Isso dilui”, pondera o chefe do Executivo municipal, para na sequência colocar, em tom de resignaçã “Já que ainda não chegamos a essa fase adiantada, todos que quiserem candidatar-se terão livre acesso”.