POLÍTICA

Paulo Piau reconhece a inviabilidade de gasoduto vindo de Betim

Uma situação curiosa, para dizer o mínimo sobre a audiência pública, marcada pela Câmara de Uberaba, para discutir a planta de amônia

Marconi Lima
Publicado em 26/11/2017 às 10:32Atualizado em 16/12/2022 às 08:47
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Divulgação/PMU

Prefeito Paulo Piau participou na noite de sexta-feira (24) da audiência pública para debater a planta de amônia e gasoduto

Uma situação curiosa, para dizer o mínimo sobre a audiência pública, marcada pela Câmara Municipal de Uberaba (CMU), para discutir a planta de amônia e o gasoduto para abastecer a unidade. O evento marcado para acontecer logo após realização de reunião ordinária chegou a ser cancelado diante da ausência de representante da Petrobras, mas logo em seguida decidiu-se pela sua realização e o debate foi realizado com a presença de representante da Codemig.

Durante os debates, o prefeito Paulo Piau (PMDB) admitiu que o gasoduto pode partir de São Carlos (SP). Reconheceu que o projeto proposto pelo ex-governador e hoje senador Antonio Anastasia, de ter o gasoduto a partir de Queluzito (MG), é inviável. “Venha de onde vier, o importante é que seja realizado, pois o Brasil ainda importa 85% do fertilizante consumido no país”, ressaltou. À época do anúncio de Anastasia, uma grande campanha publicitária foi desencadeada, com veiculações em mídia eletrônica e outdoor, com o slogan “Uberaba no Gás Total”.

O representante da Codemig, Marcelo Nassif, falou sobre o grupo de trabalho criado para discutir com a Petrobras os rumos sobre a planta de amônia. Ele lembrou que outro fator que pode ajudar a resolver o problema é o projeto que está em tramitação no Congresso Nacional e trata da legislação sobre o uso do gás no país. “Esse projeto, esperamos que seja votado no máximo até fevereiro do próximo ano. Com esta legislação, teremos maior clareza sobre a questão. É um fator que pode ajudar na solução, pois uma conjuntura nova nos ajuda a atrair investidores. Esse é um momento muito importante. É preciso ter um marco regulatório do gás para termos cenário atrativo para o investidor”, ressaltou.

Para Nassif, perdeu-se o “time” para a implantação da fábrica de amônia em Uberaba. De acordo com ele, no momento em que foi anunciada, o momento econômico e político do país tinha um perfil diferente do atual e o mercado internacional de fertilizantes também vivia outro momento. Nas entrelinhas, ficou claro que deixou-se passar uma boa oportunidade.

No evento, foi lembrado que a Petrobras suspendeu, por 60 dias, o leilão dos equipamentos da planta de amônia. Também já existe um grupo de trabalho que realiza estudos com vistas a uma alternativa para venda da planta à iniciativa privada. Recentemente, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) promoveu uma audiência para discutir o assunto.

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