Foto/Reprodução
Justiça Federal condenou o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, a sete anos e seis meses de reclusão pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ambos os crimes têm ligação com desvios de recursos na construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A obra foi orçada inicialmente em R$ 2,5 bilhões, mas ultrapassou o montante de R$ 20 bilhões por causa de superfaturamentos.
Costa já cumpre prisão domiciliar desde outubro de 2014, em sua casa no Rio de janeiro, e é monitorado por tornozeleira eletrônica. O período será descontado de sua condenação junto com o tempo que ficou preso na sede da Polícia Federal durante as investigações. Por ter colaborado com as investigações, Costa cumprirá dois anos em regime domiciliar e o restante em regime aberto
Além dele, também foi condenado o doleiro Alberto Youssef, apontado como um dos principais operadores do esquema. Sua sentença prevê nove anos e dois meses de prisão, iniciada em regime fechado, mas, por causa do acordo de delação premiada, poderá ter sua pena reduzida a três anos.
Sérgio Moro ainda condenou outros seis réus na tarde de hoje, que deverão indenizar a petroleira no montante de R$ 18 milhões. Por não terem deito acordo para colaborar com as investigações, eles cumprirão penas de prisão. Nem Costa nem Youssef foram condenados a esse ressarcimento porque seus respectivos acordos de delação preveem indenizações específicas.
Como todas as sentenças são de primeira instância, são todas passíveis de recurso.