POLÍTICA

Pedido de intervenção no PMDB é atitude de coronel, segundo AA

O prefeito Anderson Adauto agradece as palavras do reitor da Universidade de Uberaba, Marcelo Palmério, de considerar o seu governo bom. E aproveitou ontem para parabenizá-lo

Publicado em 22/04/2012 às 16:48Atualizado em 19/12/2022 às 20:04
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O prefeito Anderson Adauto agradece as palavras do reitor da Universidade de Uberaba, Marcelo Palmério, de considerar o seu governo bom. E aproveitou ontem para parabenizá-lo pela coragem de ter assumido o pedido de intervenção no PMDB de Uberaba, mas – ao mesmo tempo – considera a proposição um desrespeito aos convencionais.

“Na verdade, cabe a eles, convencionais, o processo de escolha do candidato do partido. Peço desculpas, mas sou obrigado a constatar que a atitude de pedir uma intervenção partidária é como um “coronel” local buscar um “general” na capital para ter suas pretensões atendidas. É inaceitável”, salienta Anderson.

Ele deixa claro que não está levando o PMDB a reboque. Demonstração disso é a busca permanente de alianças e garantiu que, em qualquer hipótese, o PMDB terá candidato próprio, disso não abrindo mão.

Segundo ele, a definição pelo secretário de Governo, Rodrigo Mateus, tem fundamento nas suas qualidades de pessoa determinada e dedicada, que sabe pensar e compreender, com senso crítico. E nos 12 anos que Rodrigo esteve ao seu lado exerceu bem todas as missões a ele atribuídas. “Rodrigo está preparado para ser o meu sucessor por ter participado e ser um profundo conhecedor das políticas, ações, programas e projetos do governo, que devem ter continuidade para evitar o retrocesso da cidade, com a volta do que já vivenciamos. Hoje, Uberaba não tem dono, ou donos, e está aberta, sem porteiras”, pontua.

Anderson salienta que Rodrigo vai dar continuidade às coisas boas do governo. “Ele tem grande parte das minhas qualidades, sem ter os defeitos que sei que tenho. O argumento de que é novo, só tem 34 anos, digo que só não é preparado e maduro nesta idade quem não quer. Hoje, o número de informações que recebemos é muito grande e amadurecemos mais cedo”, observa o prefeito, acrescentando que “eleger um jovem preparado consolida a ruptura com a Uberaba do passado. Também devemos respeitar o que trata a Constituição Federal sobre a idade mínima para disputar cargos públicos. No caso de candidatura a prefeito, devem ter 21 anos e para presidente, 35 anos”.

O prefeito declara que grande parte da possibilidade de o PMDB fazer o sucessor é pela administração que faz, reconhecida pela população. Ainda de acordo com ele, o grupo tem trabalhado todo o tempo para um PMDB democrático, mas hoje sem consenso, exigindo ainda mais respeito aos convencionais, através de um processo de convencimento e não de força. Também analisa que o pedido de intervenção deixa claro que o PMDB precisa de mais tempo para dialogar internamente em busca da unidade.

Anderson finaliza a entrevista dizendo que também quer a unidade do partido e vê com legitimidade todas as candidaturas postas até hoje. E entende que todos os pré-candidatos trabalham para convencimento dos convencionais, que são pessoas da cidade, sabem fazer a leitura do momento e decidirão o que é melhor para o PMDB. “Não são reitores de universidade, mas não são mentecaptos”, encerra AA.

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