POLÍTICA

Petista critica gestão estadual e diz que Minas deve projeto

Pré-candidato do PT ao cargo de governador do Estado, o ex-ministro Fernando Pimentel não poupou críticas à atual administração

Renata Gomide
Publicado em 29/05/2014 às 23:23Atualizado em 19/12/2022 às 07:33
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Pré-candidato do PT ao cargo de governador do Estado, o ex-ministro Fernando Pimentel não poupou críticas à atual administração estadual ao palestrar no 2º Fórum de Vereadores do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.   Segundo ele, o governo de Minas está devendo um projeto de desenvolvimento econômico e social, que também contemple a saúde e a segurança pública. “É notável a ausência das políticas do governo [mineiro, junto aos municípios]. Não posso fazer esse diagnóstico para outros estados, mas para Minas posso. É uma constatação”, disse ele, que, com a “Caravana da Participação” já percorreu, entre outras, a Zona da Mata Mineira, Triângulo, Sul do Estado e Região Metropolitana de Belo Horizonte, e “nesse processo, estou construindo um diagnóstico de Minas”. Ainda conforme Pimentel, a partir do que for coletado nessas viagens às cidades-polo será construído seu programa de governo, que “não será fruto da nossa cabeça, mas fruto de fato dos desejos, sonhos e esperanças dos cidadãos e cidadãs de Minas”.   Para ele, é preciso olhar o Estado em suas peculiaridades regionais e preencher o vazio deixado pela atual administração em relação às políticas públicas. “Vejo que em Minas eles apenas trocam o nome dos programas sociais do governo federal, como por exemplo o Rede Cegonha, que aqui chama-se Mães de Minas. Só tem efeito de marketing”, criticou Pimentel, acrescentando ainda que tem assistido à ausência total do Estado para melhorar programas existentes ou apresentar novas propostas.   Pimentel adiantou que fará uma revisão profunda na legislação tributária de Minas que, em sua opinião, expulsa as empresas do Estado. Ele também defendeu mais investimentos em hospitais regionais para atender média e alta complexidade, e a recomposição dos quadros das Polícias Civil e Militar. De acordo com o ex-ministro, por lei, Minas deveria ter 51 mil PMs, mas tem 43 mil.   Questionado se, em sendo eleito, manterá o compromisso do atual governo de trazer mais um batalhão da PM para Uberaba, Pimentel disse que essa é uma discussão que não pode ser feita de forma leviana. “Da forma como é hoje acaba imobilizando parte do efetivo em tarefas administrativas. Então talvez uma revisão seja necessária para potencializar a ação da PM”, completou. Pré-candidato mais bem posicionado na pesquisa Vox Populi divulgada na segunda-feira, dia 26, o petista alcançou, no confronto direto, 35% das intenções de voto, enquanto Pimenta da Veiga (PSDB) aparece com apenas 19%. Brancos e nulos somam 20%. Não sabem e não responderam, 26%. “Fico feliz com o resultado, é o reconhecimento da população em relação à nossa trajetória, mas temos que trabalhar. Eleição é ganha no dia a dia”, ponderou Pimentel.   Seu oponente, que ontem também esteve em Uberaba (leia mais nesta página), avalia como “profundamente animador” o resultado do levantamento, considerando que seu nome foi lançado há 90 dias “e nosso principal concorrente é candidato há quatro anos”.

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