POLÍTICA

Petrobras não confirma parceria para viabilizar planta de amônia

Em nota, a Petrobras apenas reiterou o posicionamento de suspensão da obra por causa do atraso do gasoduto

Gisele Barcelos
Publicado em 07/08/2015 às 09:46Atualizado em 16/12/2022 às 22:55
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Petrobras não confirma busca de sócio para assumir investimento na fábrica de amônia em Uberaba. A possibilidade foi levantada em matéria publicada na imprensa mineira ontem. Em nota, a estatal apenas reiterou o posicionamento de suspensão da obra por causa do atraso para a construção do gasoduto e das condições atuais do mercado nacional de fertilizantes. Por outro lado, negociações com investidores estrangeiros podem viabilizar a conclusão da unidade em Três Lagoas.

De acordo com informações da Petrobras, o investimento para construir a fábrica de amônia em Uberaba seria superior a R$2 bilhões. Com 30% do cronograma executado, R$800 milhões já foram gastos. Os recursos foram aplicados principalmente na compra de equipamentos, terraplenagem, serviços de construção civil e gerenciamento de projeto.

O projeto foi colocado em hibernação após revisão do plano de negócios da petrolífera. A decisão foi anunciada em junho deste ano. Na justificativa, a Petrobras informou que o adiamento sucessivo da implantação do gasoduto para abastecer a unidade em Uberaba foi um dos fatores para interrupção da obra. Outro ponto apresentado pela estatal foi o recuo na demanda por amônia no mercado nacional de fertilizantes.

Os argumentos foram reforçados pela Petrobras ontem, ao manter o posicionamento de suspensão do empreendimento. “O projeto UFN-V, com aproximadamente 30% de avanço físico concluído, está suspenso [...] A Petrobras entende que, atualmente, o investimento na construção desse projeto, com base na relação custo-benefício, não se mostra adequado em comparação a outros negócios da companhia”, continua o texto.

Já em relação à fábrica de amônia e ureia em Três Lagoas, a petrolífera admitiu a tentativa de viabilizar a retomada do projeto. No entanto, os detalhes para assegurar o empreendimento não foram divulgados. Em nota, a estatal não confirmou e também não negou a negociação com investidores estrangeiros. “O projeto da UFN-III tem, aproximadamente, 80% de avanço físico concluído, e a Petrobras objetiva sua conclusão por meio de uma reestruturação do negócio que não onere a companhia", informa o comunicado.

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