Em nota, a Petrobras apenas reiterou o posicionamento de suspensão da obra por causa do atraso do gasoduto
Petrobras não confirma busca de sócio para assumir investimento na fábrica de amônia em Uberaba. A possibilidade foi levantada em matéria publicada na imprensa mineira ontem. Em nota, a estatal apenas reiterou o posicionamento de suspensão da obra por causa do atraso para a construção do gasoduto e das condições atuais do mercado nacional de fertilizantes. Por outro lado, negociações com investidores estrangeiros podem viabilizar a conclusão da unidade em Três Lagoas.
De acordo com informações da Petrobras, o investimento para construir a fábrica de amônia em Uberaba seria superior a R$2 bilhões. Com 30% do cronograma executado, R$800 milhões já foram gastos. Os recursos foram aplicados principalmente na compra de equipamentos, terraplenagem, serviços de construção civil e gerenciamento de projeto.
O projeto foi colocado em hibernação após revisão do plano de negócios da petrolífera. A decisão foi anunciada em junho deste ano. Na justificativa, a Petrobras informou que o adiamento sucessivo da implantação do gasoduto para abastecer a unidade em Uberaba foi um dos fatores para interrupção da obra. Outro ponto apresentado pela estatal foi o recuo na demanda por amônia no mercado nacional de fertilizantes.
Os argumentos foram reforçados pela Petrobras ontem, ao manter o posicionamento de suspensão do empreendimento. “O projeto UFN-V, com aproximadamente 30% de avanço físico concluído, está suspenso [...] A Petrobras entende que, atualmente, o investimento na construção desse projeto, com base na relação custo-benefício, não se mostra adequado em comparação a outros negócios da companhia”, continua o texto.
Já em relação à fábrica de amônia e ureia em Três Lagoas, a petrolífera admitiu a tentativa de viabilizar a retomada do projeto. No entanto, os detalhes para assegurar o empreendimento não foram divulgados. Em nota, a estatal não confirmou e também não negou a negociação com investidores estrangeiros. “O projeto da UFN-III tem, aproximadamente, 80% de avanço físico concluído, e a Petrobras objetiva sua conclusão por meio de uma reestruturação do negócio que não onere a companhia", informa o comunicado.