A PF também cumpriu mandados em outros endereços do peemedebista, no Rio e na Diretoria Geral da Câmara dos Deputados
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A Polícia Federal colocou em ação a operação Catilinárias na manhã desta terça-feira (15), e cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em Brasília. Além disso, a PF também cumpriu mandados em outros endereços do peemedebista, no Rio de Janeiro e na Diretoria Geral da Câmara dos Deputados. A ação faz parte das investigações da Operação Lava Jato.
Entre os objetos apreendidos pela Polícia está o celular de Eduardo Cunha. De acordo com a PF, foram deslocados para a casa de Cunha três viaturas e cerca de 12 policiais. O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, foi o responsável por autorizar a busca na residência de Cunha, a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
A Polícia Federal afirmou que foram expedidos 53 mandados de busca e apreensão, referentes a sete processos da Lava Jato. Ainda, segundo a PF, o objetivo da ação é evitar que os investigados destruam possíveis provas, além de apreender bens que foram adquiridos pela prática criminosa, de acordo com as investigações. A operação também visa coletar provas nos inquéritos que apuram se Cunha cometeu os crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva.
Em nota, a assessoria do presidente da Câmara afirmou que Cunha está na residência oficial, mas que um de seus advogados acompanha o trabalho da Polícia. A assessoria destacou também, que a defesa do presidente não irá se manifestar porque ainda está tomando conhecimento da decisão.
Confira, abaixo, o nome de quem foi alvo da operação desta terça-feira:
Aníbal Gomes (PMDB-CE), deputado federal
Celso Pansera (PMDB-RJ), ministro de Ciência e Tecnologia
Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados
Edison Lobão (PMDB-MA), senador e ex-ministro de Minas e Energia
Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ministro do Turismo
Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro indicado pelo PMDB