Foto/ Alex de Jesus/O TEMPO
Polícia Federal deflagrou nesta manhã a operação Monograma, desdobramento da operação Acrônimo, contra crimes de falsidade eleitoral e lavagem de dinheiro. Um dos alvos é o ex-governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT). O esquema teria movimentado R$ 3 milhões e contou com a participação de empresas do Uruguai. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao petista em Belo Horizonte.
A Operação Monograma ocorre duas semanas depois de Pimentel e o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, prestarem depoimento no Fórum Laffayete em audiência do processo que apura a prática de caixa dois na campanha do petista ao governo de Minas, em 2014. Segundo a PF, as buscas desta manhã foram autorizadas diante dos fatos apurados nas fases 2 e 9 da Acrônimo, deflagrada em 2015. Segundo a investigação, empresas de consultoria teriam sido usadas para o recebimento de mais de R$ 3 milhões em vantagens ilícitas, por meio da simulação de prestação de serviços.
Provas obtidas pela PF em delação premiada "indicaram que os valores recebidos decorreram de atuação de agente político em benefício de negócios de empresa brasileira no Uruguai".
Pimentel e Bené prestaram depoimento no dia 30 de julho em audiência reservada e não deram entrevista. Na audiência, o petista falou por quase meia hora e negou todas as acusações. Já Bené reafirmou o que já havia dito à PF durante o inquérito.
Segundo a corporação, "em razão de novo entendimento jurisprudencial, as investigações anteriormente eram conduzidas pelo Superior Tribunal de Justiça, passaram a tramitar na 32ª Zona Eleitoral em Belo Horizonte a partir de em junho de 2019".
"Estranhamos a medida, que se refere a fatos de 2014. E a Operação Acrônimo já adotou todas as medidas possíveis. Estamos contribuindo, colocando tudo à disposição, apesar do excesso que caracteriza essa busca e apreensão", disse o advogado Eugênio Pacelli, que defende Fernando Pimentel.
*Com informações da rádio Itatiaia e do Estado de Minas