O senador estaria atrapalhando as investigações da Operação Lava Jato. Ainda nesta manhã, também foi preso o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual
A pedido da Procuradoria Geral da República e com autorização do Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal prendeu nesta manhã (25) o senador Delcídio Amaral (PT-MS) e também o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual e o chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira. A prisão do senador é preventiva, ou seja, sem data determinada para soltura.
O senador foi preso por estar obstruindo as investigações da Operação Lava Jato. Segundo apurações, ele estaria dificultando a delação premiada de Nestor Cerveró sobre sua suposta participação em irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Delcídio teria até mesmo oferecido fuga a Cerveró para que não fosse delatado, que estaria gravada e foi a prova que levou à prisão do senador.
Delcídio Amaral foi preso no hotel onde mora na capital federal, mesmo local onde também foi preso o pecuarista José Carlos Bumlai nesta terça-feira (24), sendo depois conduzido à superintendência da PF em Brasília. Conforme disposto pela Constituição Federal, os membros do Congresso Nacional somente poderão ser presos se “em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão”. Assim, ainda nesta manhã uma sessão extraordinária no STF deverá analisar os mandados de prisão.