Deputado Paulo Piau coloca como “ridícula” a reunião realizada ontem por membros do diretório municipal que deliberou sobre sua expulsão, assegurando que a medida não tem legitimidade. Primeiro, ele coloca que a convocação, assinada por 31 membros, foi realizada de forma irregular. “Nós contatamos várias destas pessoas e muitas sequer tinham conhecimento desta convocação, ou seja, sequer assinaram o documento”, afirma o parlamentar, garantindo que cinco membros assinaram o edital.
Além disso, ele explica que, para dar legalidade ao procedimento, seria preciso seguir várias regras previstas no regimento partidário, dando inclusive o direito de defesa – o que não foi feito para nenhum dos cinco peemedebistas. A partir do protocolo dos pedidos, a Executiva Municipal teria de se reunir para deliberar para o recebimento do documento para, em seguida, dar os encaminhamentos necessários, ou seja, levá-los para a Comissão de Ética. “E isso não ocorreu. É preciso seguir estes ritos estatutários e regimentais”, afirma.
O deputado também destaca que, mesmo com a expulsão, os peemedebistas têm as instâncias superiores para recorrer, ou seja, a Executiva Estadual e a Executiva Nacional do PMDB. Para ele, o que foi feito não passa de um mero factoide para tumultuar ainda mais o processo eleitoral, para tentar desestabilizar sua candidatura utilizando indevidamente membros do PMDB. “Isso não tem valor jurídico e legal nenhum”, conclui.