Prefeito se reuniu ontem com Murilo Ferreira para tentar apoio para evitar a paralisação da obra da fábrica de amônia da Petrobras
Em busca de apoio para evitar a paralisação da obra da fábrica de amônia da Petrobras, o prefeito Paulo Piau (PMDB) se reuniu ontem com o uberabense Murilo Ferreira no Rio de Janeiro. O executivo está à frente do conselho administrativo da petrolífera, órgão responsável por definir o plano de investimentos para auxiliar na tomada de decisões sobre projetos.
De acordo com Piau, a conversa foi produtiva e Murilo assegurou que acompanhará a situação referente à fábrica de amônia em Uberaba. “Pedimos para ele observar para que não haja paralisação do investimento. Ele demonstrou toda boa vontade de observar isso para nós”, pondera.
O prefeito confirma que o conselho administrativo está reavaliando projetos no momento para uma fase de desinvestimentos. Diante de especulações esta semana que parecer técnico apontaria para a rescisão do contrato com o consórcio responsável pela obra para contenção de gastos, ele salienta que é importante reforçar a demanda local em favor da consolidação do projeto. No entanto, PP argumenta que não existe qualquer decisão tomada quanto à interrupção da obra da planta de amônia.
Apesar de contar com o uberabense no conselho administrativo da Petrobras e acreditar no apoio para encontrar um caminho que afaste a ameaça de paralisação da obra, Piau pondera que a decisão quanto aos investimentos que serão mantidos será baseada no contexto geral da petrolífera dentro do objetivo de recuperação financeira. “Sabemos que é uma decisão macro e será definido o que convier à Petrobras”, avalia.
O prefeito também aproveitou o encontro com Murilo para discutir assuntos referentes à Vale. Piau pediu ao presidente da empresa uma parceria com o Parque Tecnológico de Uberaba e apoio para agilizar a implantação do viaduto da Claricinda Rezende sob a linha férrea, que agora pertence a um dos braços da Vale. “É uma obra importante, mas que não estamos avançando da forma como eu gostaria. Precisamos de agilidade”, finaliza.