POLÍTICA

Piau descarta retomar gestão das UPAs e tenta manter OS

Após uma série de denúncias e reclamações, a Prefeitura Municipal já notificou a Pró-Saúde e concedeu prazo de 15 dias para adequações

Gisele Barcelos
Publicado em 01/06/2015 às 08:23Atualizado em 16/12/2022 às 23:55
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Mesmo com eventual rescisão contratual com a Pró-Saúde, a gestão das UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento) não voltaria para o município. A informação é do prefeito Paulo Piau (PMDB), ressaltando que caso a avaliação técnica aponte resultado negativo para o trabalho da entidade, uma nova organização social seria contratada para assumir o serviço.

Após uma série de denúncias e reclamações, a Prefeitura já notificou a Pró-Saúde e concedeu prazo de 15 dias para adequações. As cobranças englobam desde o número de profissionais e a diminuição do tempo de espera até a segurança e limpeza das unidades. Em paralelo, equipe técnica da Secretaria Municipal de Saúde também elabora um relatório sobre os primeiros meses de prestação de serviço nas UPAs.

Piau reforça que a entidade precisa promover correções para se manter à frente das unidades e, futuramente, do Hospital Regional. No entanto, descartou a possibilidade de a Prefeitura retomar a gestão das UPAs, como reivindicaram manifestantes em protesto contra a terceirização do serviço. “Se não cumprir o contrato, a gente muda. Temos todo o poder para tirar a Pró-Saúde e colocar outra [organização social] no lugar. Não passa pela cabeça assumir novamente esse quadro”, completa.

Por outro lado, o prefeito pondera que ainda é muito cedo para tomar qualquer medida drástica, como a rescisão do contrato. Segundo ele, a decisão precisa ser tomada com base em números e não em ideologias.

Além disso, o chefe do Executivo argumenta que a entrada da Pró-Saúde na gestão das UPAs já representou melhorias no atendimento, como a garantia de manutenção rotineira de equipamentos. “Tem muita coisa que avançou e outras ainda estão atrasadas. Essas correções serão feiras”, salienta.

PP também argumenta que 60% das pessoas se dirigem ao pronto-atendimento equivocadamente, pois procuram serviços ambulatoriais pertinentes às unidades básicas. “Muita coisa cobrada da organização social, não é devido à entidade. Cabe a nós da administração ensinar os usuários sobre o funcionamento da rede de Saúde”, finaliza.

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