O prefeito Paulo Piau (PMDB) argumenta que precisaria pensar no suporte à família antes de decidir cortar o próprio salário pela metade. A medida foi adotada temporariamente pelo prefeito de Água Comprida, Gustavo de Almeida (PSD), em função da queda na arrecadação observada este ano.
Em Uberaba, o salário do chefe do Executivo é de aproximadamente R$19,8 mil. No entanto, Piau defende que, após os descontos, o valor líquido gira em torno de R$14 mil. Ele ressalta que o cargo requer dedicação exclusiva e não há condição de conciliar com outras atividades profissionais. Por isso, ele declara que vai considerar a situação da família antes de qualquer decisão sobre corte na própria remuneração. “Vivo exclusivamente para a Prefeitura. O meu tempo é 100% dedicado. E não tenho outra atividade particular extra. Portanto, se o pessoal quiser reduzir meu salário pela metade, evidentemente vou ter de pensar na minha família em primeiro lugar”, disse.
Além disso, o prefeito reiterou a declaração feita ao Jornal da Manhã sobre a necessidade de considerar a relação custo-benefício antes de tomar qualquer medida que reduza os salários no Poder Executivo. Ele reforçou que um corte na remuneração dos secretários poderia dificultar a manutenção de profissionais na equipe de governo. “Com tanta confusão na política do país, a sociedade quer que todo mundo trabalhe de graça. Mas será que alguém consegue um secretário para trabalhar recebendo pela metade? Os salários da Prefeitura já são baixos e não foram reajustados última legislatura”, contesta.