Piau garante não ter se surpreendido com indeferimento do registro de sua candidatura a prefeito, confirmada no domingo em sentença proferida pelo juiz da 276ª Zona Eleitoral
Paulo Piau e Almir Silva continuam sem registro de candidatura, mas seguem com a campanha normalmente, no aguardo de uma decisão favorável
Deputado federal Paulo Piau garante não ter se surpreendido com indeferimento do registro de sua candidatura a prefeito, confirmada no domingo em sentença proferida pelo juiz da 276ª Zona Eleitoral, Fabiano Rubinger de Queiroz. “Isso não muda nada o quadro. Já estávamos aguardando esta decisão”, afirma.
De acordo com ele, o que impede o registro é a liminar judicial que suspendeu os efeitos da intervenção no PMDB, deferida pelo desembargador José Marcos, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A decisão foi concedida sem o julgamento do mérito nos autos da ação, ajuizada pelo grupo liderado pelo prefeito Anderson Adauto, para reverter a medida tomada pela Executiva Estadual. “É uma situação que eu não gostaria que ninguém passasse. Uma pessoa, sabe-se lá por qual motivação, está aprontando toda esta confusão”, coloca o peemedebista, em uma alusão ao posicionamento do desembargador, responsável pelo deferimento da liminar.
Paulo Piau ainda questiona a postura do desembargador, que estaria agindo como um ditador para manter a liminar que suspende os efeitos da intervenção – realizada dentro da legalidade, obedecendo ao estatuto do PMDB. “É uma decisão sem pé nem cabeça.” Para ele, José Marcos não está cumprindo o seu dever de realizar um julgamento técnico. “É um ditador. Infelizmente também existem homens não sérios na Justiça”, dispara.
No entanto, o candidato a prefeito reconhece que para obter o registro depende de uma decisão favorável junto ao TJMG. “É onde temos que agir. Vamos derrubar esta liminar para confirmar minha candidatura, com certeza”, diz.
Ainda segundo ele, todo o impasse jurídico é orquestrado pelo prefeito com objetivo de atrasar sua candidatura pelo PMDB. Paulo Piau ainda diz que aguarda para esta semana o julgamento do “mandado de segurança” impetrado no TJMG, visando a derrubar a liminar judicial. Ele também coloca que advogados que trabalham na ação a pedido do prefeito são profissionais contratados por R$10 mil pela Prefeitura de Uberaba, considerando tal atitude como um absurdo.