Empresas de transporte coletivo ainda não encaminharam pedido de reajuste da tarifa de ônibus para análise da Prefeitura
Empresas de transporte coletivo ainda não encaminharam pedido de reajuste da tarifa de ônibus para análise da Prefeitura. A afirmação é do prefeito Paulo Piau (MDB), que aguarda a chegada da proposta para dar início aos estudos referentes ao preço da passagem no próximo ano.
Piau afirma que os custos para prestação do serviço devem ter sofrido aumento, pois os gastos com combustível, manutenção de veículos e folha de pessoal sobem de um ano para outro. Segundo ele, haverá uma análise rigorosa da planilha de custos a ser apresentada pelas concessionárias para encontrar um valor justo para o reajuste da tarifa.
O prefeito argumenta que o ônibus vem sofrendo no Brasil com a forte concorrência dos aplicativos de transporte particular. Por isso, é necessário bom senso para não inviabilizar a prestação de serviço. “Não podemos apertar mais do que a empresa é capaz de suportar senão para a atividade. Temos que buscar um valor que não seja uma margem alta, mas também não pode deixar no negativo senão vai precarizar o trabalho”, argumenta.
Em 2018, as empresas de ônibus solicitaram o aumento da passagem de R$4 para R$4,73, mas a equipe interna da Prefeitura apontou proposta de R$4,30 com a manutenção da desoneração do CGO e do ISSQN, já utilizada em anos anteriores. O projeto que prevê a renovação do benefício por mais um ano deverá ser votado na próxima semana na Câmara Municipal.
Após os cálculos da equipe técnica da Prefeitura, o prefeito deliberou por estabelecer o preço da passagem em R$4,25 em 2019 e também instituiu o degrau tarifário a partir deste ano para a cobrança de valor maior (R$4,50) no pagamento em dinheiro do bilhete dentro do ônibus.