Após novos protestos contra o secretário municipal de Saúde, Fahim Sawan (PMDB), o prefeito Paulo Piau (PMDB) se esquivou de questionamentos sobre o futuro do aliado no comando da pasta. Manifestantes pediram novamente a saída do médico durante sessão na Câmara Municipal esta semana.
Até então, diante das denúncias anteriores na gestão da Saúde, PP havia reassegurado confiança em Sawan e descartado a troca do titular da pasta. Desta vez, porém, Piau se limitou a dizer que decisões precisam ser tomadas com maturidade e ressaltou ter compromisso com a sociedade local para promover mudanças que tragam melhoria, mas argumentou que medidas não podem ser forçadas por pressões externas ao governo.
“Se eu começar a ceder à pressão e trocar secretário A, B, C ou D, a administração se perde. Tudo tem uma reflexão, uma análise, uma tomada de decisão e tudo tem a hora certa. Pressão não resolve problema. Colocar caixão na rua pode ser parte da democracia, mas não contribui em nada com o processo. É preciso diálogo com as instituições para tomar medida melhor para a Saúde. Não tenho compromisso com uma pessoa, mas com sociedade de Uberaba. Portanto, isso [eventual troca de secretário] virá com certeza na hora que a gente achar que precisa tomar decisão e tomarei”, acrescenta.
Questionado se a declaração já antecipava a saída de Fahim do governo, o prefeito negou pretensão nesse sentido, mas também preferiu não responder se o atual secretário será mantido em 2015. Ele ressaltou apenas que a responsabilidade por decidir sobre a equipe pertence ao chefe do Executivo. “Eu sou pessoa que toma decisões na hora certa, com a maturidade necessária. Não tem pressão de imprensa ou de sociedade que me faça tomar decisão”, encerrou.
Ontem, nos bastidores políticos circulavam especulações de que Fahim estava demissionário. No entanto, a assessoria de imprensa da Prefeitura negou o fato e informou que o secretário cumpria agenda de trabalho normalmente em Belo Horizonte.