Apesar de corte anunciado no orçamento federal para este ano, o prefeito não acredita que obras em andamento na cidade serão prejudicadas
Apesar de corte anunciado no orçamento federal para este ano, o prefeito Paulo Piau (PMDB) não acredita que obras em andamento na cidade serão prejudicadas. Na semana passada, o governo federal publicou decreto provisório que limita os gastos para os órgãos, fundos e entidades do Poder Executivo federal até maio.
A medida vale pelos próximos 30 dias, quando será definido o valor total do contingenciamento do orçamento de 2015. Análise está sendo feita em cada ministério para identificar as áreas que serão atingidas pelo corte.
De acordo com Piau, o assunto foi discutido com o secretário nacional do PAC, Maurício Muniz, e houve a garantia que todos os projetos em execução terão continuidade e não serão afetados pela contenção de gastos. “A determinação da presidente Dilma Rousseff é que as obras iniciadas sejam concluídas. O que não terá é obra nova este ano. Com isso, acredito que vamos acabar todos os projetos custeados com recurso federal, seja escola, avenida, centro de iniciação ao esporte ou conjuntos habitacionais”, ressalta.
Com isso, o prefeito também descarta a possibilidade de interrupção nas obras de travessia urbana às margens das rodovias. O município aguarda a liberação de R$14,8 milhões este ano para finalizar as adequações no trecho entre o bairro Estrela da Vitória e o trevo do Residencial 2000.
A obra vem sendo custeada nos últimos meses com verbas liberadas no ano anterior. Entretanto, o saldo disponível no caixa da Prefeitura não é suficiente para manter o trabalho em andamento por muito mais tempo. Com os recursos restantes, a empreiteira está priorizando a construção de uma passagem inferior próximo ao bairro Vila Esperança. Para concluir o projeto, falta ainda a execução de outra passagem inferior próximo ao campo do Uberaba Sport, uma passarela na região da Copervale, a implantação de vias marginais à rodovia, desde a cooperativa até a entrada do bairro Residencial 2000, e também a iluminação de todo o trecho.
Segundo o prefeito, a previsão é a liberação da verba destinada à etapa final das obras a partir de maio. Caso o repasse não aconteça, ele afirma que articulações serão feitas em Brasília para agilizar o início do pagamento. “A empresa está preocupada e não querem bancar o serviço sem receber. O nosso trabalho político é cobrar a liberação para que obra não sofra descontinuidade. Pode ser que o ritmo de execução seja desacelerado porque dinheiro está curto, mas paralisar não deve”, declara.