Enquanto a evolução da arrecadação deve ficar entre 4% e 5%, os gastos devem evoluir entre 10% e 15%, proporcionando significativo déficit orçamentário
Prefeito Paulo Piau prevê crescimento maior das despesas do município em relação à receita prevista para este ano. Diante desta análise, ele admite dificuldades econômicas de sua administração.
De acordo com ele, a previsão orçamentária foi feita pelo secretário da Fazenda, Alaor Vilela. No levantamento dele, a estimativa é que o orçamento cresça em receita em torno de 4% a 5% em 2015. Em contrapartida, as despesas podem chegar entre 10% e 15%. “Isto significa que estamos com um problema real financeiro”, reconhece Paulo Piau. Para o prefeito, esta situação é semelhante à de outros municípios brasileiros. “A partir do momento em que a economia murcha, a receita nacional murcha. O orçamento do município também murcha”, diz.
Ele também explica que o orçamento impositivo, cuja proposta tramita no Legislativo municipal e visa a garantir o pagamento de pelo menos 50% das emendas parlamentares, é uma proposta que vem sendo discutida em níveis nacional e estadual. “E, evidentemente, esta discussão gera a expectativa de a proposta ser aprovada aqui. Vejo com naturalidade”, avalia. Porém, ele informa que o orçamento impositivo está relacionado com “dinheiro para pagar”, destacando que não existe má vontade da administração municipal. “Eu quero ter dinheiro em caixa para fazer os pagamentos das emendas parlamentares impositivas, ordens judiciais para o fornecimento dos remédios e insumos para gente que é da classe média alta e, ainda, com o piso nacional dos professores e dos agentes comunitários. Espero ter dinheiro para cumprir tudo, para que o município possa caminhar dentro da legalidade e sem endividamento”, finaliza.