POLÍTICA

Piau questionará Estado sobre transferência da Megaleite para BH

Os organizadores justificaram a decisão por causa de incentivos financeiros concedidos pelo governo de Minas para custeio do evento

Gisele Barcelos
Publicado em 02/12/2015 às 08:10Atualizado em 16/12/2022 às 21:03
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Foto/Reprodução

Tradicionalmente, a Megaleite, promoção da Associação dos Crisdores de Girolanod, acontece no Parque Fernando Costa

O prefeito Paulo Piau (PMDB) vai contestar transferência da Megaleite para Belo Horizonte. Os organizadores justificaram a decisão por causa de incentivos financeiros concedidos pelo governo de Minas para custeio do evento. Piau afirma ter sido surpreendido com a notícia sobre a mudança da sede da Megaleite, que era tradicionalmente realizada em Uberaba até então e um evento importante para o calendário de turismo da cidade.

O prefeito salienta que a Associação Brasileira de Criadores de Girolando tem autonomia para transferir o evento para qualquer outra cidade do país, porém, argumenta que o posicionamento do governo estadual na situação não foi compreendido. “O Estado prometeu recursos financeiros [para fazer a feira em Belo Horizonte], como se Uberaba não estivesse em Minas Gerais. Se pode financiar na capital, também pode financiar aqui”, atesta.

PP analisa que a transferência da Megaleite seria uma grande perda para o município, embora ações venham sendo desenvolvidas para atrair outros eventos na área de esportes, negócios e cultura para movimentar a economia local. Por isso, ele afirma que questionará o governo de Minas e tentará assegurar o patrocínio para manter o evento em Uberaba. “Ainda vamos brigar e questionar o governo do Estado sobre esta oferta financeira para realizar a feira na capital e não aqui. A grande BH já tem 40% da economia do Estado. Portanto, tirar pedaço da nossa economia e levar para Belo Horizonte não é justo”, protesta.

O presidente da Aciu (Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba), Manoel Rodrigues Neto, também se manifestou contra a decisão de tirar a Megaleite da cidade em 2016. “Uberaba é reconhecida por seu potencial agropecuário e de turismo de negócios. A não-realização de um evento deste porte e que já faz parte do calendário da cidade é prejuízo na certa. Todo mundo deixará de ganhar, desde hotéis, restaurantes, o comércio em geral, além da não-arrecadação dos tributos que toda a movimentação da feira proporciona para Uberaba”, lamenta.

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