Candidato ao governo de Minas, Fernando Pimentel, que fez campanha ontem em Uberaba chegou a se irritar diante da insistência da reportagem no detalhamento de sua afirmação
Ao cumprir agenda de campanha ontem em Uberaba, o candidato a governador do Estado pela coligação “Minas pra Você”, ex-ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior Fernando Pimentel (PT), irritou-se ao ser questionado quanto à sua proposta para a viabilização do gasoduto ligando Queluzito, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a Uberaba, para abastecer a planta de amônia que será construída pela Petrobras.
“Dentro de mais dois meses no máximo, se ganharmos a eleição, estaremos lá, aí vou fazer o duto”, disse o petista, sem detalhar como pretende viabilizar o empreendimento, mesmo após o Jornal da Manhã insistir com a resposta. O atual governo defende a aprovação, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 68/14, que acaba com a obrigatoriedade de autorização dos deputados estaduais para a venda de ações de empresas públicas não controladas diretamente pelo Estado, como a Gasmig.
O governo justifica que a aprovação da PEC abre espaço para que a Cemig negocie a fusão com a companhia espanhola GNF (Gás Natural Fenosa) com objetivo de criar uma nova empresa destinada a investir em projetos na área de gás, inclusive no gasoduto. A proposta encontra resistência dos partidos de oposição, especialmente PT e PMDB, para quem o texto trata da privatização das subsidiárias do Estado.
Pimentel lembrou que a obra é um compromisso do atual governo e que nesse momento compete ao Estado mostrar qual modelo quer para o duto. Segundo ele, os mineiros não sabem qual é esse modelo e, nesse sentido, sugeriu a realização de audiências públicas, não sem antes alfinetar os adversários, colocando que “certamente é um modelo bom, que defende o interesse público e será aprovado pela Assembleia, ou então aguardamos dois meses, seremos eleitos e vamos fazer o gasoduto”.