A retirada de tramitação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) da PEC 68/14 provocou a reação do candidato a governador pela coligação “Minas Pra Você”, Fernando Pimentel (PT), que disse ontem “estranhar” o recuo do governo. “Eles estão devendo uma explicação sobre o gasoduto a todos os mineiros e mineiras”, disse o petista, que reafirmou o compromisso de realizar a obra ligando Queluzito a Uberaba, para abastecer a planta de amônia da Petrobras.
A PEC assegurava a alienação das ações da Gasmig, mas os deputados dos partidos de oposição ao governo, como PT e PMDB, manifestaram-se contrários à privatização, ao argumento de que é preciso buscar outros meios para financiar a obra do duto, estimada em R$2 bilhões. A reação contrária da opinião pública também pesou na decisão de retirar a proposta de tramitação, cujo debate poderá voltar à ALMG após o processo eleitoral.
“O governo do Estado precisa dizer por que a privatização da Gasmig, que antes era urgente, agora deixou de ser. Era tão urgente, segundo o governo do PSDB, que eles sequer se dispuseram a conversar, a dialogar, a explicar melhor essa operação de privatização, que diziam ser fundamental para o gasoduto”, disse Pimentel, lembrando que o duto será importante fator de desenvolvimento para o Triângulo e a para a agricultura mineira.
“Somos favoráveis ao gasoduto e já assumimos o compromisso de fazer a obra assim que chegarmos ao governo. É uma das obras mais importantes para o Estado, vai gerar empregos em Uberaba, no Triângulo e nas demais cidades por onde vai passar. E, principalmente, vai viabilizar a fábrica de amônia da Petrobras, fundamental para a região”, finalizou.