Na abertura da apresentação, o prefeito Paulo Piau (PMDB) afirmou que a análise confirmou problemas na estrutura da Prefeitura
Sem apontar ações práticas a serem desenvolvidas pelo governo municipal, Fundação Getulio Vargas (FGV) apresentou planejamento estratégico e programas prioritários de forma genérica. A consultoria está em andamento desde abril e custou R$150 mil à Prefeitura. Na abertura da apresentação, o prefeito Paulo Piau (PMDB) afirmou que a análise confirmou problemas na estrutura da PMU. PP tachou a administração de “cancerosa” e salientou a necessidade de uma reforma interna, porém justificou que os caminhos ainda serão traçados numa segunda etapa da consultoria (veja na matéria ao lado). A equipe da FGV posicionou que a primeira etapa do trabalho consistiu no diagnóstico dos desafios da Prefeitura, na elaboração dos objetivos estratégicos da administração municipal e, por fim, a definição dos eixos estruturantes e programas prioritários que devem nortear as ações. A partir de 12 eixos macro, foram estabelecidos 28 programas com temas gerais, por exempl Choque de Gestão, Comunicação Social, Fortalecimento da Escola Pública Municipal, Atenção Básica na Saúde, Atenção a pessoas com necessidades especiais, Plano Municipal de Segurança Pública, Fortalecimento do Desenvolvimento Social, Valorização Cultural, Transporte e Mobilidade Urbana, Abastecimento de Água, Reestruturação Urbana, Habitação e Projetos Especiais. De acordo com o prefeito, foram propostos 147 projetos nas 28 áreas temáticas firmadas na consultoria. Entretanto, PP não citou as ações práticas inseridas no relatório. Questionado se haverá prazo suficiente para tirar as ideias do papel em três anos de mandato, o chefe do Executivo observou que tudo dependerá da disponibilidade de recursos. “Vamos buscar dinheiro para realizar. Queremos cuidar de todas as nascentes de Uberaba, urbanas e rurais. Esse projeto será elaborado e colocado no papel, com objetivos, com metas, com verba necessária, prazos e cronograma de execução. Se não encontrarmos dinheiro pela frente, vai ficar na gaveta. Mas trabalharemos em todas as propostas e, mesmo que não os realize na minha gestão, quero deixar uma bolsa de bons projetos para a administração que virá”, acrescenta. Durante a apresentação, apenas a lista de projetos especiais foi detalhada. A categoria inclui ações de responsabilidade de outros entes, como a Petrobras e o governo de Minas. Ao todo, 20 projetos entraram nesta classificação, inclusive a planta de amônia, o gasoduto, o anel viário, a implantação do 2º Batalhão da Polícia Militar e a construção do aeroporto internacional.