PMU desenvolveu um projeto em 2011 para recuperação da área degradada, mas não chegou a ser encaminhado para a Promotoria
Plano de Recuperação da Pedreira de Léa foi entregue esta semana para análise do Ministério Público. A Prefeitura desenvolveu um projeto em 2011 para recuperação da área degradada, mas não chegou a ser encaminhado para a Promotoria. O processo foi retomado este ano, mas foram necessárias alterações em virtude das condições do local.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Vinicius Rodrigues, explica que submeteu o projeto original ao Conselho Municipal de Meio Ambiente e foi recomendada a atualização do plano. “Um dos conselheiros se dispôs a visitar a área para dar um parecer técnico do estado atual da pedreira e constatou que a própria natureza se encarregou de iniciar um processo de cura. Por isso, houve adequações no relatório porque algumas medidas não eram mais necessárias”, observa.
Entre as mudanças no plano, Vinícius cita que, diferente do proposto anteriormente, não será removida a vegetação formada no local. Também não será colocada terra na cava degradada da pedreira. “Serão apenas retirados os materiais descartados irregularmente, como pneus e geladeiras, que estiverem aparentes na superfície”, destaca.
Outra medida inserida no plano são projetos para evitar a entrada de água pluvial na área, bem como ações para reforçar a contenção de uma água de chorume presente no local. Conforme o secretário, não há risco de contaminação de lençóis freáticos e nem do rio por causa do chorume, sendo até mesmo observada a existência de animais no depósito. “Não há necessidade de drenar a água acumulada na pedreira. Com o trabalho para conter a entrada de água pluvial na área, a tendência é o volume diminuir e evaporar até secar”, acrescenta.
O plano de recuperação embasará ação do Ministério Público para cobrar as empresas envolvidas no processo de degradação da Pedreira de Léa. O secretário afirma que a Prefeitura não teve participação e não será atingida judicialmente.