POLÍTICA

PMU busca solução jurídica para as custos de internação nas UPAs

Valor de R$2,6 milhões repassados à organização social Pró-Saúde não cobre as despesas para a manutenção de pacientes em tratamento, o que não está previsto em contrato

Gisele Barcelos
Publicado em 05/09/2015 às 11:06Atualizado em 16/12/2022 às 22:26
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UPA do Parque do Mirante, que também mantém pacientes internados, enquanto que o prazo máximo de permanência na unidade, segundo o prefeito, deveria ser de 24 horas

Prefeitura busca solução jurídica para complementar pagamento à organização social que gerencia as UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento). A instituição recebe cerca de R$2,6 milhões por mês para prestar o serviço, mas o contrato não cobre despesas com internação e, devido à falta de leitos hospitalares no município, ainda é necessário manter pacientes em tratamento por vários dias nas unidades.

O prefeito Paulo Piau (PMDB) explica que a situação vem acarretando gastos maiores para a Pró-Saúde do que o valor repassado pelo município. Por isso, embora a Prefeitura esteja cumprindo o pagamento em dia, os recursos não estão suficientes para a gestão das unidades de pronto-atendimento. “A UPA é para a pessoa ficar, no máximo, 24 horas. Nós temos casos de pacientes há 18 dias na unidade porque não tem vaga nos hospitais. Isso custa mais ao serviço e a organização está absorvendo o gasto”, pondera. Piau salienta que o Hospital Regional poderá minimizar o déficit de leitos e agilizar a transferência dos pacientes, mas será preciso uma medida paliativa até a estrutura entrar em operação.

Segundo o chefe do Executivo, o departamento jurídico da Prefeitura já está analisando a questão para verificar uma maneira de compensar as despesas extras geradas com as internações. Segundo o prefeito, uma resposta deverá ser apresentada após o feriado para solucionar o impasse. “Vamos achar um caminho para ressarcir, pelo menos, uma parte para a Pró-Saúde. Não é justo a organização custear um serviço que não está no contrato. Na próxima semana, deveremos ter alguma notícia sobre o assunto”, informa.

Esta semana, a Pró-Saúde atrasou o pagamento dos médicos por falta de recursos e os profissionais ameaçaram paralisar atendimento nas unidades. A entidade negou interrupção no serviço e garantiu que os salários seriam quitados assim que ocorresse o próximo repasse por parte da Prefeitura.

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