POLÍTICA

PMU desapropria áreas marginais das BRs para atrair investimentos

A iniciativa foi possível devido à alteração do Plano Diretor. O novo texto estabeleceu a reserva de 400 metros às margens das rodovias para a instalação de empresas

Gisele Barcelos
Publicado em 15/01/2015 às 14:05Atualizado em 17/12/2022 às 01:50
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Para atrair novas empresas a Prefeitura está apostando na desapropriação de imóveis rurais às margens das rodovias. Até agora, 360 mil metros quadrados de áreas localizadas às margens das BR-050 e BR-262 já foram declarados de utilidade pública para instalação de novos empreendimentos. O investimento do município gira em torno de R$1,6 milhão.

Secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, José Renato Gomes explicou que a estratégia é formar um novo eixo de crescimento às margens das rodovias porque as áreas são bem localizadas e funcionam como vitrines da cidade. “Já conseguimos viabilizar cinco empresas que irão se instalar nas áreas desapropriadas nas BRs. No sentido Uberaba-Uberlândia, os novos empreendimentos chegarão quase na divisa com o rodoanel da cidade vizinha”, salientou.

A iniciativa foi possível devido à alteração do Plano Diretor. O novo texto estabeleceu a reserva de 400 metros às margens das rodovias para a instalação de empresas.

Na BR-262, a Prefeitura desapropriou 100 mil metros quadrados no valor de aproximadamente R$270 mil. Área foi disponibilizada para a construtora Triunfo. Já na BR-050, 260 mil metros quadrados foram desapropriados por algo em torno R$1,35 milhão. O espaço abrigará quatro novas empresas que confirmaram instalação em Uberaba.

Gomes ressaltou que a oferta da área é um incentivo oferecido às empresas e a medida coloca Uberaba à frente de outros municípios na disputa de empreendimentos. Segundo ele, ainda existe espaço à margem das duas rodovias federais para mais desapropriações em caso de novos projetos. “Não temos estoque. A gente vai desapropriar de acordo com a demanda”, ponderou.

Quanto ao custo da medida aos cofres da Prefeitura, o secretário argumentou que o valor das desapropriações será compensado futuramente pelos impostos arrecadados, pela geração de postos de trabalho e também pela movimentação da economia no município. “A Triunfo, por exemplo, vai abrir 380 empregos diretos e vai recolher bem mais do que R$270 mil por ano de ISSQN, sem contar outros tributos. Isso gera um benefício enorme para a cidade”, finalizou.

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