POLÍTICA

PMU descarta reajuste este ano e promete reposição em 2018/19

Governo municipal se comprometeu a conceder no ano que vem reajuste de 5% e mais a inflação, e, em 2019, mais 5% e a inflação acumulada de 2018

Gisele Barcelos
Publicado em 19/07/2017 às 07:34Atualizado em 16/12/2022 às 11:55
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Neto Talmeli/PMU

Prefeito se reuniu ontem com a direção do Sindicato dos Servidores, quando manteve a posição de não conceder reajuste este ano

Em nova rodada de negociação com sindicalistas ontem, Prefeitura descartou novamente possibilidade de reajuste salarial para o funcionalismo este ano. A contraproposta apresentada prevê somente reajuste em 2018 e 2019 para recompor perdas salariais causadas pela inflação. A contraproposta do Executivo não contemplou o pedido de reajuste de 6,9% este ano. O valor era defendido pelos sindicalistas, após análise das receitas da Prefeitura e apuração de crescimento de 6,9%.

O secretário municipal de Finanças, Wellington Fontes, descartou a questão e justificou que, apesar do aumento da arrecadação verificado, também houve crescimento das despesas. Segundo ele, os recursos existentes não seriam suficientes para cobrir o índice solicitado pelos sindicalistas. Por outro lado, governo municipal se comprometeu ontem a conceder, em 2018, reajuste de 5% e mais a inflação deste ano. Já em 2019 serão aplicados 5% e mais a inflação acumulada de 2018. A princípio, não está previsto acréscimo no valor do tíquete-alimentação.

De acordo com o secretário municipal de Administração, Rodrigo Vieira, o cronograma inicial prevê a entrada em vigor dos reajustes em julho de 2018 e 2019. No entanto, ele salienta que os sindicalistas reivindicaram a antecipação para março e a questão será analisada. Pela projeção da Secretaria Municipal de Finanças, o reajuste total poderia atingir mais de 19% nos dois anos e significaria um impacto de R$52 milhões na folha.

Vieira pondera que a Prefeitura pode conceder percentual maior do que o previsto na contraproposta, mas apenas se for registrado crescimento da arrecadação no período. “Vamos nos sentar novamente na data-base da campanha salarial em 2018 e, se tiver melhoria nas receitas e na economia do país, a gente poderá falar de ganho real para o servidor”, manifesta. Questionado sobre o pedido dos educadores para a incorporação dos abonos ao salário-base dos educadores infantis, o secretário posicionou que não haverá mudanças. “Se não chegar no piso com a recomposição nos próximos anos, a gente continua os abonos no valor restante”, declara.

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