POLÍTICA

PMU e Pró-Saúde dizem que UPAs não pararam com ação de médicos

De acordo com nota enviada à redação do Jornal da Manhã, de cinco médicos que atuam no setor clínico de cada unidade, três trabalharam normalmente

Gisele Barcelos
Publicado em 22/12/2016 às 07:20Atualizado em 16/12/2022 às 16:04
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Faixas alusivas ao movimento dos médicos chegaram a ser colocadas nas duas UPAs, mas ao longo do dia foram retiradas

Em nota conjunta, Prefeitura e Pró-Saúde posicionaram que o atendimento nas UPAs ocorreu sem interrupções ontem. A administração municipal ainda manifestou que, dos cinco médicos que atuam no setor clínico (ala verde) em cada unidade, três trabalharam normalmente, apesar da paralisação.

A Prefeitura e a Pró-Saúde também declararam, por meio da nota oficial, que estão mantendo diálogo constante com os médicos para a negociação do acerto dos salários atrasados. O texto ainda informa que ontem o município efetuou repasse à organização social, o que permitiu pagar o valor acordado aos profissionais.

No entanto, não foi esclarecido quais meses atrasados já foram quitados e se a situação dos salários foi totalmente regularizada. Os clínicos denunciaram que não receberam os plantões de outubro e novembro. Já os médicos da ortopedia cobraram valores atrasados da primeira semana de maio e dos meses de setembro, outubro e novembro.

Até o fechamento desta edição não houve um posicionamento dos médicos se os atendimentos serão normalizados a partir de hoje.

Conselho Municipal de Saúde não foi comunicado a respeito da paralisação. A presidente do Conselho Municipal de Saúde, Maria José de Oliveira Cunha Freitas, afirma que o órgão não foi comunicado previamente da paralisação do atendimento nas UPAs. Ela informa que os conselheiros vêm acompanhando as informações divulgadas na imprensa.

Mesmo assim, a conselheira de saúde pondera que o órgão foi contra a entrada da Pró-Saúde no gerenciamento das UPAs desde o início. Ela lembra que até a Justiça foi acionada para que a Prefeitura reassuma o serviço. “Estamos aguardando a decisão judicial e confiando no Judiciário”, ressalta.

Freitas ainda argumenta que o histórico da Pró-Saúde foi motivo de alarme antes da assinatura do contrato e a situação foi comunicada à Prefeitura e ao Ministério Público, inclusive com informações sobre as dívidas e os processos envolvendo a instituição em outras cidades.

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